Advocacia-Geral quer afastamento de relator do TCU que analisa contas do governo

O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams e o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa falam sobre o julgamento das contas do governo Rousseff.
O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams e o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa falam sobre o julgamento das contas do governo Rousseff.
O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams e o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa falam sobre o julgamento das contas do governo Rousseff.
O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams e o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa falam sobre o julgamento das contas do governo Rousseff.
Ministro Augusto Nardes, recebe do advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, justificativas sobre as contas do governo de 2014. Governo quer afastar Nardes por prejulgamento.
Ministro Augusto Nardes, recebe do advogado-Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, justificativas sobre as contas do governo de 2014. Governo quer afastar Nardes por prejulgamento.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, criticou no domingo (04/10/2015) o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, que é relator do processo que analisa as contas do governo federal em 2014, por ter dado declarações à imprensa de que vai recomendar a rejeição das contas.

Segundo Adams, o ministro do TCU não pode antecipar seu voto publicamente porque isso violaria a Lei Orgânica da Magistratura. Adams informou que a Advocacia Geral da União (AGU) deve apresentar amanhã (5) uma arguição de suspeição contra Nardes ao presidente do TCU, para afastá-lo do caso. A decisão será do plenário do tribunal.

“A Lei Orgânica da Magistratura diz que é vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre o processo pendente. Ele [Nardes] não só fala do processo como também antecipa o que vai fazer. Essa prática reiterada constrange o restante do Tribunal em busca de apoio. Deixa de ser magistrado e vira político. Este processo está eivado de politização”, disse Adams, em coletiva de imprensa na sede da AGU, junto com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa.

Cardozo também lamentou a politização do processo. Ele acrescentou que o governo não quer, com a apresentação da arguição de suspeição, o adiamento do julgamento das contas da presidenta Dilma Rousseff, marcado para quarta-feira (7), para “ganhar tempo”, mas quer o respeito à lei. Para o ministro da Justiça, as regras legais foram violadas pelo relator Nardes.

A análise do TCU será sobre duas questões. Uma delas é o atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito. O outro ponto, questionado pelo Ministério Público junto ao TCU, trata de cinco decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela presidenta Dilma Rousseff, sem autorização do Congresso Nacional.

Cardozo e Barbosa reiteraram que não existem razões jurídicas para reprovar as contas. Segundo o ministro do Planejamento, todas as operações foram feitas com amparo legal e os pontos apontados pelo TCU podem ser objetos de aperfeiçoamento “assim como já está sendo feito”.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.