EUA: presidente Barack Obama expulsa 35 diplomatas russos por suposta interferência em eleição de 2016

Presidente Barack Obama afirma que maior massacre a tiros da história dos EUA é um ataque contra todos os americanos e volta a tocar na questão do porte de armas, um discurso repetido em mesmo tom por Hillary Clinton.
Para Barack Obama, a decisão é uma resposta necessária aos esforços para prejudicar os interesses dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, impôs na quinta-feira (29/12/2016) sanções contra dirigentes do governo e da inteligência da Rússia por conta da suposta interferência do país na eleição vencida por Donald Trump. As informações são da agência Ansa.

De acordo com a Casa Branca, os cinco indivíduos e seis entidades afetados estão envolvidos em “significativas atividades cibernéticas maliciosas”. O Departamento de Estado também expulsou 35 diplomatas da Embaixada de Moscou em Washington e do consulado em São Francisco, dando a eles e suas famílias 72 horas para deixarem o solo norte-americano.

Além disso, os russos não terão mais acesso a dois complexos estatais em Maryland e Nova York. “Ciberativistas da Rússia tentaram influenciar a eleição, erodir a fé nas instituições democráticas dos EUA e levantar dúvidas sobre a integridade do nosso processo eleitoral”, informou um comunicado da Casa Branca.

As sanções serão impostas pelo Departamento do Tesouro e atingirão o Diretório Principal de Inteligência (GRU) e o Serviço Federal de Segurança (FSB), sucessora da KGB. A lista inclui três companhias que deram apoio a operações do GRU, quatro oficiais da agência e dois civis acusados de “usar meios cibernéticos para causar a apropriação indevida de informações pessoais”.

“Essas ações se seguem a repetidos avisos públicos e privados que nós demos ao governo da Rússia e são uma resposta necessária e apropriada aos esforços para prejudicar os interesses dos EUA”, disse Obama por meio de uma nota.

A notícia de que o presidente estava estudando sanções contra Moscou surgiu na quarta-feira (28), elevando a tensão com o Kremlin na reta final de seu mandato. Recentemente, a CIA afirmou que hackers russos vazaram emails do Partido Democrata para beneficiar Trump, que promete adotar uma postura mais amigável a Putin.

Divulgadas pelo WikiLeaks, as mensagens indicavam um suposto favorecimento da cúpula da legenda à candidata Hillary Clinton, em detrimento de Bernie Sanders. Segundo os serviços de inteligência dos EUA, o ataque cibernético teve o aval do próprio presidente da Rússia, que nega as acusações.

Ao assumir a Casa Branca, Trump colocará no Departamento de Estado o CEO da petrolífera Exxon Mobil, Rex Tillerson, que mantém boas relações com Putin.


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