Tesouro Perdido: com 51 milhões de razões, deputado Lúcio Vieira dançou e sambou ao som da banda Chiclete com Banana

Em 2 de setembro de 2017, em Baixa Grande, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), ao discursar, citou escola que leva o nome do pai Afrísio Vieira Lima, falecido em 10 de janeiro de 2016. Na sequência, ao som da banda Chiclete com Banana, o parlamentar dançou e rebolou para o público presente, promovendo, com isto, uma micro festa momesca.

No momento em que Lúcio Vieira Lima comemorava, Geddel Vieira Lima, irmão do parlamentar, encontrava-se em prisão domiciliar, em decorrência de possível envolvimento em atos ilícitos, investigados na Operação ‘Cui Bono?’, no âmbito do Caso Lava Jato.

Neste contexto, ainda restavam 51 milhões de razões para comemorar. Mas, como o futuro é sempre algo indeterminado, as razões da comemoração foram dissipadas quando a Polícia Federal encontrou o ‘Tesouro Perdido’, em um apartamento que estava sob a posse dos irmãos Vieira Lima.

A investigação federal

Na terça-feira (05/09/2017), durante o transcurso da Operação Tesouro Perdido, ao cumprir mandado de busca e apreensão, emitido pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, a Polícia Federal (PF) encontrou caixas e malas com dinheiro em apartamento do edifício residencial José da Silva Azi, localizado na Rua Barão de Loreto, nº 360, Bairro da Graça, Salvador. Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões, totalizando, em reais, R$ 51.030.866,40.

Segundo a PF, o imóvel seria, supostamente, utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, como ‘bunker’ para armazenagem de dinheiro em espécie”.

Proprietário do imóvel, Silvio Silveira, ao ser intimado a depor, revelou que o apartamento foi emprestado ao deputado federal Lúcio Vieira Lima, com a finalidade de armazenar pertences do falecido pai Afrísio Vieira Lima (1929 – 2016).

Nesta sexta-feira (08), ao deflagrar a 4º fase da Operação ‘Cui Bono?’, o Ministério Público Federal (MPF) informou que foram encontradas em sacos plásticos, que acondicionava o dinheiro recolhido, impressões digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima e de Gustavo Ferraz, Superintendente de Defesa Civil de Salvador, filiado ao PMDB e indicado por Geddel para o cargo na administração de ACM Neto (DEM). Ambos, Geddel e Ferraz, foram presos e levados para tutela da Justiça Federal de Brasília.

Confira o vídeo

*O vídeo foi encaminhado por fonte à redação do Jornal Grande Bahia (JGB).


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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