Estudo expõe “lacunas e desigualdades” no investimento em saúde

De acordo com o relatório da OMS, Portugal é o quinto país com mais pesquisadoras de saúde entre o grupo estudado, com 63% do total nacional.
De acordo com o relatório da OMS, Portugal é o quinto país com mais pesquisadoras de saúde entre o grupo estudado, com 63% do total nacional.

O levantamento também indica diferenças de gênero: Portugal é o quinto país com mais pesquisadoras no setor entre nações investigadas pelo Observatório Global em Saúde; entre lusófonos, São Tomé e Príncipe canaliza valores mais altos da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento à área de saúde por pessoa.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, publicou um estudo do Observatório Global em Saúde que identifica lacunas e desigualdades no investimento tanto entre países quanto entre as suas questões de saúde.

A iniciativa lançada há um ano publicou esta segunda-feira o trabalho que ressalta que “essas situações, muitas vezes provocam uma divisão no nível de ação nas pesquisas do setor”.

Economias

Um dos exemplos dessas disparidades é que os países de alto rendimento têm em média 40 vezes mais pesquisadores de saúde do que em economias de baixa renda.

O estudo, realizado com base em dados de 60 nações, destaca que a disparidade no investimento produz um desequilíbrio no número de pesquisadores em saúde. Em Cingapura há 1.140 especialistas por cada milhão de habitantes e no Zimbábue a proporção é de 0,2 técnico por milhão de habitantes.

Pesquisadores

De acordo com o relatório da OMS, Portugal é o quinto país com mais pesquisadoras de saúde entre o grupo estudado, com 63% do total nacional. Em todo o território português há 424 especialistas femininas do ramo para cada milhão de habitantes.

As pesquisadoras de saúde aparecem sub-representadas em países de baixa renda, onde a proporção é de 27%, ao contrário das economias de alta renda onde a média é de cerca de 51%.

O documento destaca que essas pesquisadoras formam 49% do total dos trabalhadores do setor de saúde no mundo.

Níveis de pobreza

O estudo aponta para “graves desequilíbrios” na doação de fundos que fazem que países com maiores níveis de pobreza e necessidades de saúde tenham baixa ajuda  oficial ao desenvolvimento em pesquisas médicas e áreas básicas de saúde.

Nos países lusófonos, os valores da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento para a área de saúde por pessoa foram mais altos para São Tomé e Príncipe com 24,8%. Seguem-se Timor-Leste com 12,2%, Guiné-Bissau com 11,23%, Moçambique com 8,10% e Brasil com 0,21%.

*Com informações da Radio ONU.


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