
Durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida nesta quarta-feira (11/04/2018), o ministro Gilmar Mendes criticou esquemas de corrução envolvendo servidores do Ministério Público Federal (MPF), parentes e membros do Poder Judiciário.
“Estamos diante do ovo da serpente”, disse Gilmar Mendes em referência a escalada de corrupção que envolve agentes políticos da força-tarefa do Caso Lava Jato.
“É notório que houve corrupção, no caso envolvendo o advogado Rodrigo Castor de Mattos e o irmão, procurador da República Diogo Castor de Mattos, em Curitiba; e no caso dos procuradores da República Fernanda Tórtima e Marcelo Miller”, afirmou Gilmar Mendes, completando, “a corrupção já entrou na Lava Jato, na Procuradoria-Geral da República, na atuação de Fernanda Tórtima e Marcelo Miller”.
Crítica aos abusos
Na sequência, o ministro suscitou ilegalidade da decisão que conferiu ao juiz Marcelo Bretas e outros magistrados do Rio de Janeiro auxílio moradia.
“Já que tem o Código Penal de Curitiba, que se elabore a Constituição de Curitiba”, criticou Gilmar Mendes com relação as determinações de prisões provisórias prolatadas pelo juiz federal Sérgio Moro.
“Está se empoderando um grupo que não se tem controle algum. Que nem as sentenças podem ser reformadas. O vilipêndio da Constituição é a negação do Estado de Direito”, alertou Gilmar Mendes.
“Se não obstar, este tribunal será conveniente com este esquema de corrupção. Nós seremos cumplices de patifarias”, inferiu Gilmar Mendes.









