
Um acordo de cooperação científica e tecnológica, assinado nesta quinta-feira (17/01/2019) pelo SENAI Cimatec e a Marinha do Brasil, marcou o início de um intercâmbio de recursos técnicos e humanos com foco nas áreas de mecatrônica, robótica, modelagem computacional e materiais. A parceria prevê o desenvolvimento de protótipos de robôs autônomos submarinos e de superfície, além de capacitações de pessoal e transferência de conhecimentos entre as duas instituições.
‘É uma parceria auspiciosa, que inicia esta ligação de ganho recíproco, que pode ser alavancada pelas competências complementares e o conhecimento da Marinha, a exemplo dos dados sobre o oceano de que dispomos”, afirmou o almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, secretário-geral do Ministério da Defesa.
Para Ricardo Alban, Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, acordo deverá gerar uma série de oportunidades de desenvolvimento de relevantes projetos de avançadas tecnologias. “Abre-se um novo olhar para as possibilidades que o mar e a exploração de Petróleo offshore nos trazem. É preciso um preciso encadeamento deste processo e para que se aproveite, ao máximo, as expertises de cada instituição”, disse.
Pelo acordo, está prevista a construção de um veículo autônomo submarino e seis veículos de superfície não tripulados. O desenvolvimento de um projeto inovador na fronteira tecnológica, o FlatFish, foi fundamental para a execução da parceria. O diretor de Tecnologia e Inovação do Cimatec, Leone Andrade, destaca que o intercâmbio tem enorme importância estratégica para o país, pois permitirá uma atuação sinérgica em prol do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
“Considerando que 95% da produção de petróleo do país é offshore, é imprescindível o desenvolvimento de tecnologias como a robótica autônoma, na linha dos robôs submarinos e de superfície. Estes veículos têm grande potencial de agregar segurança ao sistema de produção de petróleo e gás no mar territorial brasileiro”, pontuou Andrade.
Cimatec Mar
Durante a assinatura do acordo, Alban anunciou o “lançamento” do Cimatec Mar. Na realidade, um novo braço do centro tecnológico voltado para o desenvolvimento de tecnologias relacionadas às atividades industriais e turísticas de cunho marítimo, já que a Bahia tem vocação natural para estas áreas, por possuir a segunda e a terceira maiores baías do mundo (De Todos Os Santos e Camamu).
“A gente precisa voltar a atenção para o que acontece no mar, pois a prestação de serviço em diversas áreas é muito pequena. Cito como exemplo o conserto de motores. Quase não há mão de obra qualificada nesta área. Há dificuldades também para se reparar velas de barco. Poderemos preparar pessoas e gerar oportunidades de trabalho”, afirmou o gerente de Novos Negócios do SENAI Cimatec, Miguel Andrade.
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