AGES do município de Tucano desenvolve grupo de iniciação científica

A pesquisa científica é fundamental para o desenvolvimento e progresso das sociedades. Neste momento de pandemia, isso se evidencia nas diversas pesquisas que são desenvolvidas na busca por uma vacina para o novo coronavírus. Porém, não é apenas no campo da medicina que a produção científica é essencial para fundamentar caminhos, e sim nas mais diversas áreas do conhecimento. Além disso, a inserção do mercado de trabalho é sempre um momento desafiador para os acadêmicos de uma universidade. Pensando nisso e em proporcionar as melhores oportunidades para os estudantes e o desenvolvimento social, o Centro Universitário AGES busca durante a formação acadêmica oferecer elementos que contribuam nesse processo. Um exemplo disso é o grupo de estudos em pesquisa e iniciação científica desenvolvido na unidade de Tucano (BA).

Conduzido pelo professor Felippe Pessoa de Melo, coordenador de área da AGES de Tucano, o grupo reúne acadêmicos de diversos cursos da instituição, oferecendo orientação e trocas para a iniciação científica dos estudantes, visando à publicação de artigos e a condução para o mestrado.

“O mercado de trabalho é cada vez mais desafiador e é necessário se destacar. Para os cursos de licenciatura, percebemos a importância do mestrado como uma forma de proporcionar mais oportunidades e ampliar o conhecimento de nossos alunos. Também temos como objetivo propiciar a continuidade da educação, para que o profissional siga se qualificando pela vida e não pare na graduação. Pensando nisso, criamos o grupo que começou neste ano de 2020 e já tem resultados muito bons”, aponta Felippe.

É o caso da estudante do 7º período de Pedagogia da AGES de Tucano, Tauane Mercês de Santana Sena. Ela está desenvolvendo uma pesquisa sobre a Educação de Jovens e Adultos, analisando o que é proposto pelos documentos legais e o que realmente é vivido nas escolas do município de Tucano (BA).

“Nesse grupo de pesquisa eu tenho contato com outros colegas que também pesquisam, e que me ajudam em relação a algumas dúvidas. Nosso mediador, o professor Felippe, sempre fala sobre ser um processo árduo, mas prazeroso. Concordo com ele, têm momentos em que nossas hipóteses são correspondidas com os resultados que esperamos, e há momentos que a aprendizagem ocorre diante do inesperado. Nós aprendemos a recomeçar, e quando digo recomeçar, não me refiro a começar do zero, pois sempre carregamos a experiência do que não deu certo naquele momento e diante daquela perspectiva, como base para tentarmos de outra de forma, e compreendermos realmente o que é pesquisa, e como ela ocorre”, relata a estudante.

Hoje, com a participação no grupo, Tauane afirma que se sente mais preparada para a profissão de pedagoga e conta que descobriu algo que deseja continuar a fazer pela vida.

“Eu vejo bastante mudança em mim como pessoa, como estudante e como uma futura pedagoga, devido à pesquisa. Nos tornamos mais críticos, desenvolvemos melhor nossa escrita, passamos a analisar diversos autores e como certos problemas são vistos por várias vertentes, e no final sempre estamos querendo escrever sobre tudo. Estamos constantemente produzindo ciência, é uma experiência incrível que desejo vivenciar no decorrer desse meu último semestre e em toda minha carreira, seja como professora, ou com qualquer outra profissão”, afirma.

Manoel Andrade dos Santos, estudante de Geografia do 5º semestre da AGES, concorda que a iniciação científica é um pouco árdua, mas que no decorrer do tempo é possível colher os frutos.

“A AGES sempre propiciou isso com sua matriz, já tínhamos trabalhos de iniciação científica, a Produção Única (PU), e o professor Felippe sempre orientou os alunos a aprofundar nossas pesquisas. No grupo de estudos, a cada semana é discutido um tópico referente à pesquisa, então seguimos um passo a passo, e, posteriormente, ele começou a orientar individualmente os participantes. Nesse meio já tenho um artigo aprovado pelo Boletim Dataluta, com o título ‘Os dilemas da agricultura familiar camponesa em Tucano-BA’”, comemora.

O grupo de estudos teve início em 2020 e foi desenvolvido de forma online em função da pandemia de Covid-19, com encontros todas às quartas-feiras, e orientações individuais para os participantes.


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