A Prefeitura de Feira de Santana foi surpreendida nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (27/10/2021), com uma manifestação impedindo a saída de ônibus da garagem da Empresa Rosa, informou Governo Colbert Martins.
O Governo Municipal, através da Procuradoria Geral (PGM), já adotou providências judiciais a fim de restabelecer a normalidade da operação de transporte público urbano e a garantia do interesse coletivo.
O ato de caráter político-partidário, organizado pelo manifestante Ubiratan Fonseca de Jesus, compromete as 109 linhas de transporte do município. São apenas quatro linhas rurais que, emergencialmente, estão sendo atendidas pelo STPAC (Sistema de Transporte Público Alternativo e Complementar).
A frota de ônibus da concessionária Rosa, bem como colaboradores (motoristas e cobradores) estão preparados para iniciarem a operação assim que os manifestantes desobstruam o local.
A Guarda Municipal foi acionada para manter a ordem e preservar a segurança de operadores do Sistema Integrado de Transporte (SIT).
O ato prejudica a população do município que utiliza o serviço essencial para se deslocar ao trabalho e locais de vacinação. Fiscais da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) orienta usuários, nos terminais de transbordo (Norte e Central), afetados com a falta do transporte público.
Vereador Jhonatas Monteiro denuncia descaso da PMFS com o transporte das comunidades rurais, que seguem ocupando garagem da empresa Rosa
O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) denunciou a grave situação da falta de ônibus nas comunidades rurais de Feira de Santana na manhã desta quinta-feira (28), durante sessão da Câmara Municipal. “O transporte coletivo do nosso município, enquanto sistema está podre. Esse episódio agora, onde as comunidades rurais de Feira de Santana precisaram ocupar a garagem da empresa Rosa pra reivindicar o óbvio, reivindicar que tenham ônibus na sua comunidade, isso só foi a gota d’água [..] Não se trata de mobilização nem pra melhorar o sistema, vejam onde nós chegamos, a manifestação é pra garantir aquilo que é o básico, ter ônibus na comunidade”, afirmou o vereador.
Moradoras e moradores da zona rural de Feira de Santana seguem ocupando a saída da garagem da empresa Rosa desde a madrugada de terça para quarta-feira (27), em protesto pela retirada de quatro linhas que atendiam os distritos: São José via Carro Quebrado, Candeia Grossa, São José via Fazenda Morro e Santa Quitéria.
As linhas eram operadas pela empresa Rosa, mas foram suspensas e passaram a ser operadas pela São João. No entanto, esta empresa também parou de operar as referidas linhas, gerando protestos ao longo da semana. Na última segunda-feira (25) manifestantes passaram o dia em frente à Prefeitura, à espera de um posicionamento oficial que não veio. No dia seguinte a Prefeitura enviou ao movimento uma resposta vaga, não chegando nem mesmo a marcar um momento de reunião. Foi quando as comunidades decidiram fazer a ocupação, bloqueando a saída de ônibus da garagem da empresa.
Na tarde da quarta-feira (27/10/2021), uma comissão com representantes do movimento, junto com o vereador Jhonatas Monteiro (PSOL), que tem acompanhado as mobilizações, foi recebida por uma equipe da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) para uma reunião. Estiveram presentes Carlos Rodolfo Suzart Ferreira Jr., chefe de Gabinete do Prefeito, André Akio, diretor de Transporte, e Elimar Luiz de Oliveira Jr., Diretor de Planejamento e Estatística. Entretanto, após cerca de 3h de reunião, o impasse permaneceu e nada de resolutivo foi apresentado como resposta à demanda das comunidades rurais, que decidiram pela manutenção da ocupação.
No final da manhã desta quinta-feira, unidades da polícia militar e a SMTT foram até a garagem da empresa Rosa, para realizar uma tentativa de desocupação que não chegou a se concretizar. Os vereadores Jhonatas Monteiro (PSOL), Ivamberg (PT) e Silvio Dias (PT) se deslocaram até o local, e inconsistências foram apontadas na liminar concedida pelo juiz Nunisvaldo dos Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública, de forma que a polícia não atendeu o cumprimento. A disposição das pessoas é de permanecer na ocupação até que as linhas sejam reestabelecidas.










