STF manda soltar magistrados presos na Operação Furacão

O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado a soltura de três desembargadores e do procurador regional da República — José Eduardo Carreira Alvim (Desembargador Federal), José Ricardo Siqueira Regueira (Desembargador), João Sérgio Leal Pereira (Procurador da República) e Ernesto da Luz Pinto Dória (Juiz TRT-SP) sejam soltos — que estavam presos desde (13/04/2007), na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A decisão foi consequência do desmembramento do processo. Os demais 21 bicheiros, policiais e advogados presos pela Operação Hurricane – que não têm foro privilegiado – continuarão atrás das grades e o processo será conduzido pela 6ª Vara da Justiça Federal, no Rio, que decretou a prisão preventiva do grupo. Peluso negou ainda o pedido de prisão preventiva do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de envolvimento com o esquema de venda de decisões judiciais montado por bicheiros.

A Procuradoria Geral da República, a pedido da Polícia Federal, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de prisão preventiva por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, dos 25 presos. Se o pedido não for aceito, a prisão temporária dos suspeitos termina na manhã neste domingo.

A Polícia Federal pediu ainda o bloqueio dos bens dos 25 presos e de mais 15 pessoas físicas e jurídicas diretamente ligadas a eles.

A PF informou também que já trabalha junto a organismos internacionais e junto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para identificar movimentações financeiras suspeitas fora e dentro do País.

O ministro Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, na terça-feira, o pedido da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal de prorrogação, por mais cinco dias, das prisões temporárias efetuadas.

Os 25 detidos, que estão na superintendência da PF em Brasília, seriam libertados na manhã de quarta-feira.

A Operação Furacão, deflagrada no dia 13 deste mês, prendeu 25 pessoas em dois Estados por suspeita de envolvimento com jogos ilegais, entre elas membros da polícia e do judiciário. A PF apreendeu também 2 t de material para análise, entre ele mais de R$ 15 milhões e 51 veículos.

No Rio, os policiais federais percorreram vários endereços e prenderam 23 pessoas, entre elas o presidente de honra da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, Aniz Abraão David, conhecido como Anísio.

Também acabaram presos no Rio o vice-presidente do Tribunal Regional Federal, desembargador José Eduardo Carreira Alvim, o delegado da PF de Niterói, Carlos Pereira, e o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Capitão Guimarães.

Na Bahia, ocorreram duas prisões, uma foi a do procurador regional da República, João Sérgio Pereira. No Distrito Federal, foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.


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