Povoado de Subaé, no município de Serrinha, deve ser modelo de organização comunitária. Distante a 18 km da sede e com aproximadamente 230 famílias, lá foi criado e funciona, desde 10 de outubro de 2007, o Conselho Comunitário.
Com papel político importante, nele são tomadas todas as principais decisões de interesse comunitário. Recentemente, por exemplo, o Colegiado foi responsável pela criação do regimento interno que orienta a escola municipal Jonice Silva Lima. Organizou os atuais horários de funcionamento das turmas de 1ª a 5ª série (manhã) e da 6ª série ao 3º ano do ensino médio (tarde). Também foi graças a sua ação que dois professores acostumados a faltar às aulas foram afastados da escola.
O Conselho Comunitário de Subaé é composto dos representantes da delegacia sindical, da associação comunitária, da escola, da igreja católica (pastorais da saúde, juventude, liturgia e animação), da Associação de Pequenos Produtores Rurais (APAEB), da Cooperativa de Crédito Rural (SICOOB), do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e do grupo de esporte comunitário.
A comunidade elegeu a mesa diretora do Conselho, aprovou o calendário das reuniões ordinárias, uma vez por mês (quinta-feira) e a elaboração das Atas contendo as deliberações. Para Maria Zilda, representante do sindicato, a iniciativa nasceu da “necessidade de integração das entidades para debaterem e acompanharem o funcionamento dos serviços públicos locais e demais ações ocorridas na comunidade. Mas também para ser um espaço comunitário de controle social da coisa pública”.
Independente de qualquer avaliação, o povoado de Subaé, aponta para outras comunidades e para sociedade de modo geral, um modelo de organização social capaz de mudar a realidade da educação, saúde, segurança pública etc. E tudo parece indicar que essa transformação começa pela mudança de atitude da sociedade.









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