Defesa do diploma será ampliada em Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

Nesta semana, as atenções do movimento em defesa do diploma de Jornalismo se voltam para Belo Horizonte, onde, entre os dias 17 e 19 de abril de 2009, acontece o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. A coordenação da campanha está acompanhando diariamente a definição da pauta das sessões do Supremo Tribunal Federal.

Tendo como tema central “O Ensino de Jornalismo nas Universidades: Impactos na Prática Profissional e Conquistas para a Sociedade”, o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo acontece nas universidades Pitágoras, Una e Uni-BH, com os debates concentrados na revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo e no Recurso Extraordinário nº 511.961, que questiona a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.

Dirigentes da FENAJ – que durante o evento realizará seu 8º Pré-Forum – e do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais prepararam diversos materiais para distribuição no Encontro, promovido pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), que integra a coordenação da campanha. Pretendem fortalecer o movimento, também, no 3º Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Jornalismo, que integra a programação do 12º ENPJ e acontece na sexta-feira (17/4), a partir das 9 horas.

Acumular forças

Luiz Spada, diretor da FENAJ e membro da Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação Profissional dos Jornalistas, reforça as orientações já encaminhadas às entidades apoiadoras do movimento no sentido de ampliar esta luta. “Buscar mais apoios de parlamentares, prefeitos, governadores e entidades da sociedade civil, ocupar espaços na imprensa e organizar novos atos são fundamentais para acumularmos mais forças e sensibilizarmos os ministros do STF”, diz.

Segundo ele, a coordenação de campanha está em vigília permanente, “mesmo nos feriadões”, acompanhando a atualização da pauta de sessões do Supremo. “Não há como o recurso contra o diploma voltar à pauta do STF sem que tomemos conhecimento”, diz. Ele relembra que o previsto é o retorno do julgamento da ação contra a Lei de Imprensa no dia 22 de abril. “E nossa expectativa é de que os ministros derrubem os artigos notadamente inconstitucionais da atual Lei de Imprensa, mas não deixem os jornalistas e a sociedade sem lei nenhuma enquanto o Congresso Nacional não aprovar uma nova lei”, conclui.


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