Obras emergenciais garantem preservação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho em Candeias

Edificação do museu Wanderley Pinho no distrito de Caboto em Candeias.
Casa grande do antigo Engenho Freguesia, atual Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, em obras de estabilização sob gestão do IPAC e fiscalização do Iphan.

A casa grande do Engenho Freguesia, que desde 1970 abriga o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, terá suas obras emergenciais de estabilização concluídas em março de 2010. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1944, o imóvel está localizado às margens da Baía de Todos os Santos, em frente à Ilha de Maré, no município de Candeias.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral do IPAC, arquiteto Frederico Mendonça, após vistoria em dezembro de 2009. Segundo ele, a edificação possui valor arquitetônico singular, com quatro pisos, capela, cozinha com coifas portuguesas e um raro modelo de construção em torno de dois pátios internos, característica rara no Brasil.

As obras são financiadas com recursos de R$ 500 mil da Petrobras, via convênio firmado com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (Fapex) e administradas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado.

O investimento já permitiu a recuperação de telhados e pisos, além da descupinização das madeiras e da implantação de drenagem no entorno. A execução conta com engenheiros, pedreiros e marceneiros contratados, além da participação de trabalhadores locais, como forma de integrar a comunidade ao processo de restauração.

Projeto de restauração integral

O projeto de recuperação total, que envolve a casa grande, a capela e a antiga fábrica, está orçado em R$ 5,6 milhões e aprovado pela Lei Rouanet, estando apto a receber patrocínios via mecenato. A proposta prevê a adaptação do conjunto arquitetônico para novos usos, incluindo espaços de memória e atividades educativas, integrando a política pública de salvaguarda do patrimônio histórico da Bahia.

Enquanto isso, o museu permanece fechado ao público, com o acervo temporariamente transferido para outros equipamentos do IPAC. A expectativa é que novas diretrizes de utilização sejam anunciadas até meados de 2010, transformando o espaço em centro de múltiplas atividades culturais e de pesquisa.


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