Armas nucleares diminuem segurança dos Estados, diz Celso Amorim

Em discurso na Conferência sobre Desarmamento, em Genebra, ministro das Relações Exteriores do Brasil diz que a maneira mais eficiente para reduzir os riscos de desvio de materiais nucleares por atores não-estatais é a eliminação irreversível de todos os arsenais.

A Conferência sobre Desarmamento realizou a primeira sessão plenária nesta terça-feira com o Brasil na presidência.

Em discurso na abertura do encontro, em Genebra, o ministro das Relações Exteriores do país, Celso Amorim, afirmou que o ambiente atual é favorável para que a Conferência seja usada como instrumento na área de segurança internacional.

Eliminação

Segundo Amorim, a maneira mais eficiente para reduzir os riscos de desvio de materiais nucleares por atores não-estatais é a eliminação irreversível de todos os arsenais.

Falando em inglês, o ministro ressaltou que as armas nucleares diminuem a segurança de todos os Estados, inclusive daqueles que as possuem. Ele falou também sobre o estímulo dado pela recente Conferência para Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Celso Amorim citou ainda a Declaração de Teerã, acordo assinado com o Irã sobre o programa nuclear do país, com mediação do Brasil e da Turquia.

Fórmula

Amorim disse que as duas nações foram orientadas pelo objetivo de encontrar uma fórmula que garanta o exercício do direito do Irã para o uso pacífico de energia nuclear.

O ministro ressaltou que foi difícil entender porque a iniciativa não teve chance de amadurecer. Celso Amorim afirmou esperar que a oportunidade mais promissora em engajar os iranianos em diálogo não tenha sido perdida.

A Conferência sobre Desarmamento é um fórum multilateral da comunidade internacional criado pela Assembleia Geral da ONU em 1978. A presidência do órgão é rotativa e muda a cada quatro semanas.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York.


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