As usinas térmicas a biomassa representam hoje 6,6% da matriz energética do país. No sentido de priorizar essa fonte de energia, oito usinas termelétricas movidas a biomassa de cana-de-açúcar foram inauguradas hoje (27/09/2010) em municípios paulistas com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Juntas, as oito usinas têm 543 megawatts (MW) de potência instalada e 194,6 MW médios de energia assegurada ao sistema elétrico. A Termelétrica Barra Bioenergia, em Barra Bonita, por exemplo, tem potencial para produzir energia elétrica para as residências de uma cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes.
A usina de Barra Bonita utilizará o bagaço da cana para a geração de eletricidade. Antes, o bagaço e a folha da cana-de-açúcar eram considerados rejeitos. Para descarta-los, os usineiros costumavam queimar esse material, prática que provoca grande emissão de gases poluentes. Nas usinas de biomassa, o que era considerado lixo passa a ser combustível para energia renovável com menor grau de emissões.
A inauguração das usinas foi simultânea e o presidente Lula participou da cerimônia ocorrida na cidade de Barra Bonita. Em discurso, afirmou que as usinas representam um grande passo rumo ao uso de energias mais limpas.
“O Brasil é hoje o país do mundo que tem a energia mais limpa do planeta. Ninguém pode empinar o nariz para conversar com o Brasil sobre energia. Quando alguém quiser utilizar a palavra energia limpa, esteja onde estiver, em qualquer lugar do mundo, ele tem que olhar o mapa e saber que um país chamado Brasil não fala, faz a energia mais limpa do planeta”, disse.
Além da usina em Barra Bonita, vão entrar em operação as plantas de Narandiba, Mirante do Paranapanema, Queiroz, Iacanga, Pitangueiras, Sebastianópolis do Sul e Cosmópolis. Os empreendimentos geraram aproximadamente 6 mil empregos diretos, com investimento total de R$ 993 milhões.
Lula diz que países ricos buscarão etanol brasileiro
Brasília – Ao inaugurar hoje (27), em Barra Bonita (SP), usinas termelétricas movidas a biomassa de cana-de-açúcar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países ricos vão acabar buscando o álcool brasileiro como alternativa de combustível menos poluente.
“O Brasil passou a ser respeitado no mundo com a questão da cana-de-açúcar, porque o mudo rico, seja a Europa, o Japão, os Estados Unidos, eles têm a obrigação de parar de usar combustível que gere gás que polua o planeta Terra. Então, eles vão ter que utilizar outra coisa, e vão ter que usar etanol, vão ter que utilizar nosso álcool”, disse.
Lula lembrou que há uma resistência dos Estados Unidos ao etanol brasileiro já que o país cobra uma tarifa para dificultar a entrada do álcool. Ele afirmou que, em algum momento, o país norte-americano precisará derrubar essa barreira.
“Nos Estados Unidos o mesmo que fazemos de cana eles fazem de milho [sobre a produção de etanol], só que fazendo de milho eles encarecem a ração animal. E o álcool americano custa três vezes o preço do nosso, por isso que ficamos importantes, porque agora eles têm uma tarifa para impedir que nosso etanol chegue lá. Mas acho que a realidade vai obrigá-los, em qualquer momento, eles vão ter que abrir para importar o nosso álcool”, avaliou.
A uma plateia formada por cortadores de cana, Lula falou sobre a mecanização no campo que substitui o trabalho dos cortadores. Segundo ele, esse é um processo irreversível e governo e empresários têm que buscar alternativas para evitar que o desenvolvimento resulte em miséria para os trabalhadores.
Lula estimou ainda que o provável aumento de vendas de etanol para o exterior contribuirá para o surgimento de postos de trabalho para absorver os cortadores de cana nas áreas de serviço das usinas.
O presidente participou da cerimônia de inauguração simultânea de oito usinas termelétricas, no estado de São Paulo, movidas a biomassa de cana-de-açúcar. O evento ocorreu na Usina Termelétrica Barra Bioenergia S/A, no município de Barra Bonita (SP). As usinas integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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