Era em 1949, quase no meio do ano
Eu me encontrava na beira daquele açude
Tranquiliamente pescando
Me lembro que o vento suavemente me soprou
Por algum momento eu fiquei pensando
Sentado naquela pedra
Por um instante imaginei assim
Meu Deus, será que o vento que sopra outros
É o mesmo que sopra em mim?
Imaginei que aquela brisa
Que eu nem podia ver
É fruto de uma realidade
Que nos ajuda a viver
Existem pessoas que não crer no PAI
Alguns dizem até que nunca o viu
Agora me digam que já viu o vento?
Embora já o sentiu
Hoje continuo me recordando aquele tempo
Naquela simples pescaria
Na beira daquele lago
Jamais esqueço daquele afago
Que a suave brisa me fazia: Deus








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