Petrobras é a 3ª maior empresa de energia do mundo, segundo PFC Energy e Produção da Petrobras somando Brasil e exterior também é recorde

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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A Petrobras avançou mais uma posição e passou do quarto para o terceiro lugar no ranking PFC Energy 50 – consultoria de energia com atuação junto a empresas e governos de todo o mundo.

Divulgado nesta segunda (24/01/2011), a publicação lista as maiores empresas de energia do mundo em valor de mercado. Segundo publicação, a Petrobras completou dezembro de 2010 com US$ 228,9 bilhões, à frente de gigantes como a Shell e a Chevron, que ficaram, respectivamente, na quarta e quinta posição.

As informações foram divulgadas pela própria Petrobras que ressalta, ainda, o fato de a consultoria PFC Energy ter destacado a “constante ascensão da Petrobras, que passou de 27º lugar, na primeira edição do ranking em 1999, para a terceira colocação em pouco mais de uma década”.

“Segundo a consultoria, o valor de mercado da companhia, que era de US$ 13,5 bilhões naquele ano, cresceu a uma taxa composta de 27% ao ano. Ainda de acordo com a PFC Energy, o recuo no preço das ações da Petrobras em 2010 foi compensado pela capitalização de US$ 67 bilhões”, diz a nota da estatal.

A PFC Energy publica anualmente o ranking das 50 maiores companhias de energia com ações em bolsa e tem como principal critério o desempenho no mercado de capitais. Fundada em 1984, a PFC Energy tem escritórios em Washington, Paris, Houston, Bahrain, Lausanne, Kuala Lumpur e Buenos Aires.

Produção da Petrobras somando Brasil e exterior também é recorde

Além do recorde nacional na produção de petróleo em dezembro de 2010 e no resultado acumulado no ano, a Petrobras informou que também obteve resultados recordes na totalidade da produção, somando o Brasil e o exterior.

Segundo a Petrobras, a produção total de petróleo e gás natural da companhia atingiu a média diária de 2,58 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás). O volume é 2,3 % superior aos 2,52 milhões de barris de óleo equivalente produzidos em média ao longo de 2009.

No exterior, a produção exclusiva de petróleo em 2010 atingiu 15,2 mil barris de média diária, o que representa um aumento de 7,6% em relação à produção de 2009 que foi de 140,5 mil barris diários.

Já a produção total de petróleo e gás natural no exterior em 2010 chegou a 245 mil de óleo equivalente – volume 3,2% superior ao de 2009.

A nota da Petrobras diz que em dezembro de 2010, o volume total de petróleo e gás produzido pela estatal no Brasil e no exterior foi de 2,73 milhões de barris de óleo equivalente – um aumento de 4,2% em relação à produção global da Petrobras no mês anterior (novembro) e de 7,1% sobre o volume produzido no mesmo mês em 2009.

Isoladamente, a produção de gás natural no exterior foi de 15,44 milhões de metros cúbicos diários em dezembro, o que corresponde a um declínio de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2009 e de 3,3% sobre novembro de 2010.

Desembolsos do BNDES crescem 23% com capitalização da Petrobras

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 143,7 bilhões em 2010. A expansão foi de 5% em comparação ao ano anterior. Com a capitalização da Petrobras, que fez o montante subir para R$ 168,4 bilhões, o aumento do total de desembolsos no ano passado foi de 23%.

Os números foram divulgados hoje (24) pela instituição. O chefe do Departamento de Orçamento da Área de Planejamento do BNDES, Gabriel Visconti, disse que o crescimento tem a ver um maior acesso ao crédito promovido pelo BNDES, processo que busca atender as micro, pequenas e médias empresas (MPEs).

A participação das MPEs no desembolso total foi de 27% em 2010, contra 18% em 2009. Em termos de operações, o banco realizou 610 mil transações em 2010, com crescimento de 56% sobre 2009. As MPEs e pessoas físicas responderam por 93% do total de operações, ou seja, por 568 mil transações. Somente para as MPEs, foram destinados R$ 45,7 bilhões pelo BNDES no ano passado.

Segundo Visconti, grande parte do crescimento dos desembolsos se deveu ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI), lançado em julho de 2009 e que se estenderá até o mês de março, além do Cartão BNDES, que teve 320 mil operações, com acréscimo de 84% em relação a 2009.

Em termos de valores, o cartão teve desembolsos de R$ 4,3 bilhões, com aumento de 74%. A carteira de financiamentos do PSI fechou 2010 acima de R$ 120 bilhões, dos quais R$ 87 bilhões foram liberados.

Os setores de indústria e infraestrutura continuaram concentrando a maior parte dos desembolsos do BNDES (47% e 31%, respectivamente), enquanto o setor de serviços recebeu 16% dos recursos totais. “São os setores que mais demandam em termos de volume”. Visconti disse que a tendência este ano é que os desembolsos se mantenham maiores para os dois setores.

Para 2011, estima-se que os desembolsos atinjam a marca dos R$ 140 bilhões. De acordo com Visconti, a expectativa é que o mercado de capitais tenha um papel mais destacado nesse esforço de financiar o setor produtivo nacional.

“Na verdade, o que a gente espera é que a taxa de investimentos no país cresça. Mas que isso aconteça através de uma maior participação também dos entes privados. É interessante que não só o BNDES, mas também outras instituições possam ajudar como provedores de funding [recursos] de longo prazo para a economia”.

Edição: Lana Cristina//O dado em relação ao crescimento do montante de desembolsos, com a capitalização da Petrobras, foi corrigido pelo BNDES depois da publicação da matéria


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