
Ex-motorista do prefeito representa contra Roberto Tourinho na Vara Criminal e no Ministério Público Federal
O servidor da Prefeitura Municipal, Marcos Paulo Silva de Oliveira, deu entrada no Ministério Público Federal e na Vara Criminal, com pedido de interpelações judiciais ao vereador Roberto Tourinho por conta do que ele considera “declarações difamatórias proferidas na Câmara Municipal” e que foram amplamente divulgadas na Imprensa.
Marcos Paulo alega que Roberto Tourinho declarou que havia “um suposto esquema de corrupção que seria protagonizado pela Cooperativa de Crédito Rural do Vale Subaé, e que ele seria “um laranja” (pessoa que age em nome e a mando de outrem) realizando movimentações financeiras acobertadas por sigilo bancário”.
Segundo Marcos Paulo, Roberto Tourinho tem reiterado à imprensa e na Internet “falsas acusações”, “imputando-lhe a condição de que não poderia jamais desenvolver atividade lícita com o salário que percebe do Município”. Segundo o vereador Roberto Tourinho, Marcos Paulo, ex-motorista do prefeito Tarcízio Pimenta, e atualmente exercendo cargo de confiança na Prefeitura Municipal, recebendo um salário de R$ 1,8 mil, teria efetuado um saque de aproximadamente R$ 1,6 milhão quando o banco já estava em crise. Roberto Tourinho também acusa o prefeito de estar envolvido com irregularidades relacionadas ao banco Subaé Brasil, e de usar Marcos Paulo como “laranja” (Testa de Ferro) para executar tais ações ilícitas.
Sentindo-se atingindo em sua honra e dignidade, Marcos Paulo deu entrada no Ministério Público Federal de uma Representação Criminal por quebra ilegal do seu sigilo bancário e por falsas acusações, e um pedido de explicações (Interpelação Criminal), na Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana, pelo mesmo motivo.
Para Marcos Paulo, as declarações de Tourinho são “agressivas, desprovidas de verdade, caluniosas e injuriosas”.
Roberto Tourinho diz que não se intimida com ações e que continuará denunciando
Vereador Roberto Tourinho declarou ao Programa Ronda Policial que está muito tranqüilo com relação aos processos que o ex-motorista do prefeito Tarcízio Pimenta, Marcos Paulo Silva de Oliveira está movendo contra ele, porque não quebrou sigilo de ninguém, apenas tornou publico um relatório que chegou as suas mãos, onde “aponta o nome desta pessoa que fez saques vultosos e que é uma pessoa modesta, de poucas posses, que mora num bairro simples de Feira de Santana. Com certeza essa ação vai nos dar a oportunidade de termos mais informações sobre o assunto”, declarou.
Tourinho afirmo que não cometeu nenhum ato ilícito, “apenas tornei publico um relatório assinado e que não foi contestado por ninguém. Tenho outras informações que oportunamente tornarei publico, inclusive com cópias de cheques, outras ações ilícitas patrocinadas por dirigentes do Subaé Brasil. O advogado me da uma grande oportunidade de dar esclarecimentos sobre o assunto. É inconcebível que uma pessoa assalariada possa movimentar quantias vultosas como as que foram movimentadas no Subaé Brasil”.
O vereador afirmou ainda que “isso não me intimida. Vou continuar denunciando. Não vão conseguir me calar – continua Roberto Tourinho. “Na próxima semana teremos dados importantíssimos a respeito deste episódio. Vamos continuar investigando e denunciando. Já passei da idade de ter medo de cara feia. Não estou levantando falso testemunho. Fiz, não me arrependo. Na próxima semana daremos uma entrevista coletiva, em data a ser marcada, porque temos novos fatos. Essa ação que está sendo motiva vem favorecer o nosso trabalho de investigação. Aguardarei a intimação e darei as explicações necessárias”, concluiu.
Ex-motorista que teria sacado R$ 1,3 mi no Subaé Brasil é lotado no gabinete do vice-prefeito, mas nunca esteve lá
O site “Bocão News”, do programa “Se Liga Bocão”, da TV Itapoan, esta semana, acrescentou ingredientes à polêmica envolvendo o assessor político Marcos Paulo Silva de Oliveira, o homem que teria sacado R$ 1,3 milhão do banco Subaé Brasil, quando a instituição financeira mergulhava em crise até encerrar as atividades sem liberar o dinheiro investido por dezenas de clientes, em 2009.
Reportagens feitas pelo site, esta semana, sobre o “caso Marcos Paulo e o Subaé Brasil”, podem esquentar, também, a temperatura do relacionamento entre o prefeito Tarcízio Pimenta e o vice Paulo Aquino.
O “Bocão News” mostrou, em fac-símile, o ato de nomeação de Marcos Paulo como oficial de gabinete do vice-prefeito Paulo Aquino, um cargo de nível DA-3 – terceiro escalão da administração municipal. O problema é que, entrevistado pela equipe do site, Aquino disse que Marcos “nunca trabalhou” no gabinete dele, nem tampouco lhe prestou qualquer serviço.
Disse Paulo Aquino: “Eu sei quem é. Não fui eu quem o nomeou. Mas garanto que efetivamente nunca passou pelo gabinete”. O site informa ainda: “Ainda segundo o vice, ele nunca trabalhou no cargo para o qual foi nomeado pelo prefeito da cidade”.
Localizado pelo “Bocão News” quando fazia uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios, nesta terça-feira (15), o prefeito Tarcízio Pimenta provocou o vice Paulo Aquino sobre a ausência de Marcos Paulo em seu local de trabalho: “Acho muito estranho, já que Paulo Aquino é o chefe imediato de todos que trabalham com ele. Se há um funcionário fantasma, isso deveria ser informado à administração. Se não foi, o vice-prefeito acaba sendo cúmplice”.
Segundo o site, o prefeito não soube dizer “qual o paradeiro de Marcos Paulo, que segue desaparecido de Feira de Santana desde que os fatos vieram à tona”. “Realmente não sei”, afirmou.
Tarcízio foi vinculado ao saque milionário de Marcos Paulo por insinuações do vereador Roberto Tourinho, quando fez as denúncias envolvendo o DA-3 e o Subaé Brasil. O prefeito diz que as suspeitas do vereador não procedem. “Só tenho certeza de que se ele (o oficial de gabinete do vice) cometeu alguma ilegalidade não foi a serviço da Prefeitura”, afirmou.
Com a informação de que Marcos Paulo não trabalha em seu gabinete, o vice-presidente Paulo Aquino traz à tona um caso praticamente confirmado de cargo de confiança fantasma no governo municipal. Em outras palavras, o vice diz que não foi ele quem indicou o “milionário” como seu oficial de gabinete, o que, por si, é um fato no mínimo estranho. Afinal, como explicar que o vice-prefeito não indica sua equipe de assessores? Se não é dele a indicação, então o prefeito é quem escolhe o pessoal para o gabinete do vice?
O prefeito diz que se Aquino não denunciou a ausência do seu assessor, “acaba sendo cúmplice”. É uma declaração interessante.
Provavelmente, o prefeito quis dizer “conivente” ou “negligente”. Cumplicidade já é lá uma outra coisa e, talvez, não seja o caso de se empregar a palavra nesse assunto. A palavra “cúmplice” deve ser um mero ato falho de Tarcízio. Mas Paulo Aquino pode não gostar.
Aquino e Tarcízio, aliás, devem ser procurados na manhã desta quarta, pelos repórteres dos programas jornalísticos matinais. O vice deve explicar que história é esta de não ser ele o responsável pela indicação do oficial de gabinete e comentar a declaração do prefeito, de que se não denunciou a ausência do Marcos Paulo, “acaba sendo cúmplice”. O prefeito, que agora sabe da existência de um “cargo de confiança fantasma”, precisa ser inquirido sobre quais providências vai adotar – uma vez que, segundo ele próprio, o vice-prefeito não solicitou medida alguma.
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*Com informações do site de noítcias Valter Vieira, parceiro do Jornal Grande Bahia.











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