Reunião com presidente Dilma Rousseff só tratou de políticas de governo, dizem senador Romero Jucá e deputado Cândido Vaccarezza

Após reunião com presidenta Dilma Rousseff, esta noite, no Palácio do Planalto, os líderes do governo, no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e, na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disseram que a presidenta os chamou para discutir políticas de governo e que o assunto sobre um cronograma de liberação de verbas de emendas parlamentares não foi tema das conversas. “Esta palavra [emendas] não fez parte das discussão”, disse Vaccarezza.

“Ela discutiu os principais projetos do governo e, ainda, as votações que o governo considera prioritárias no Congresso neste segundo semestres, que são o projeto que trata de mudanças no Supersimples e o que cria o Pronatec [Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego]”, completou. Vaccarezza, porém, ressaltou que a proposta de liberar R$ 1 bilhão em emendas parlamentares ainda permanece. “A liberação de R$ 1 bilhão se mantém desde a semana passada”, declarou.

Já para Jucá, a conversa sobre liberação de recursos só está sendo tratada exclusivamente com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que, segundo ele, “ainda não fechou um levantamento das propostas que serão contempladas”. De acordo com o líder, “o governo vai fazer a liberação de recursos a partir do momento que ele tiver conforto no Orçamento”, acrescentou.

O governo vem enfrentando insatisfações na base governistas e, segundo os líderes, que estavam na reunião, a presidenta pretende manter uma rotina de encontros com os demais partidos aliados . A principal reclamação é sobre a falta de recursos para as emendas parlamentares e a demora em contemplar as legendas com cargos já solicitados. Além disso, as recentes denúncias de corrupção em ministérios comandados pelo PR e PMDB causaram desconforto entre o governo e os partidos e, até mesmo, com o PT.

Jucá disse que comentou com a presidenta sua participação na série de discursos de desagravo feitos hoje (15), no Senado. De acordo com o peemedebista, as investigações não atrapalharão as relações com o governo. “Todos os senadores são a favor do combate à corrupção, não há panos quentes”. Ele também fez um apelo ao PR para que o partido continue atuando em conjunto com a base.

Dilma faz reunião com PT e PMDB para sanar insatisfação na base aliada

A reunião desta noite da presidenta Dilma Rousseff com integrantes do PT e do PMDB, os dois principais partidos governistas, faz parte da estratégia da presidenta de aproximação com a base aliada.

Durante a tarde, Dilma decidiu chamar o PT e o PMDB para uma conversa no Palácio do Planalto e cancelou seu último compromisso do dia, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para poder conversar com os aliados.

De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, a presidenta pretende fazer esses encontros com os demais partidos aliados. A atitude da presidenta foi tomada em meio a rumores de insatisfação na base e denúncias de corrupção em ministérios comandados pelos partidos aliados. Muitos aliados reclamam da demora na liberação de verbas parlamentares.

Do PMDB, participam da reunião o presidente da legenda, Valdir Raupp (RO); o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR); o líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro (RS), além do líder do partido na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves.

Do PT, estão presentes o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PE); o líder na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), e o líder da bancada petista Paulo Teixeira (SP).

Também estão presentes o vice-presidente da República, Michel Temer e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Suspeitos precisam ter dignidade preservada, afirma Dilma, ao reempossar procurador-geral da República

Ao participar hoje (15) da cerimônia de posse do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reconduzido ao cargo, a presidenta Dilma Rousseff disse que fará o que estiver ao seu alcance para coibir abusos, excessos e afronta à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado.

“Onde o crime organizado atuar, vamos combater com firmeza, utilizando os instrumentos de investigação e punição de que o governo dispõe”, assinalou Dilma, no Palácio do Planalto. Em seguida, acrescentou: “Tenho o dever de afirmar que farei tudo que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afronta à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado. Meu governo quer uma Justiça eficaz, mas sóbria e democrática, senhora da razão e incontestável em suas atitudes e providências.”

Dilma falou sobre a necessidade de garantir tratamento digno aos investigados três dias após o vazamento das fotos de seis presos durante a Operação Voucher, que apura o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. Nas fotos, os suspeitos aparecem sem camisa, segurando uma placa de identificação. Na sexta-feira (12), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apure o vazamento.

A presidenta disse também que “temos excelentes motivos para confiar nas nossas instituições, pois todos compartilhamos dos valores que balizam a Justiça, o respeito aos direitos individuais, a igualdade de todos perante a lei, a respeito a dignidade humana e a rigorosa presunção de inocência. Só assim temos a certeza de que a justiça prevalecerá.”

Empossado por Dilma, que o reconduziu ao cargo, Roberto Gurgel disse que continuará trabalhando cotidianamente por um Ministério Público independente. “Continuaremos agindo com independência, interação com os órgãos de controle, com firmeza e equilíbrio, firmeza e seriedade.”

O procurador-geral da República exerce a chefia do Ministério Público da União e do Ministério Público Federal, além de atuar como procurador-geral Eleitoral.


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