Deputada e primeira-dama Graça Pimenta celebra os 178 anos de Feira de Santana com moção histórica na Assembleia Legislativa da Bahia

A deputada estadual Graça Pimenta (PR), primeira-dama de Feira de Santana, apresentou nesta quarta-feira (14/09/2011) uma moção de congratulações pelos 178 anos de emancipação do município, celebrados oficialmente no domingo (18). A iniciativa abre as comemorações da data e reforça, segundo a parlamentar, o compromisso com a preservação da memória histórica e com o desenvolvimento social da cidade.

É com muita honra que aplaudo o município de Feira de Santana e desejo que o desenvolvimento social, econômico, cultural e político estejam cada vez mais presentes no futuro dos feirenses e de nossa cidade”, afirmou a deputada ao defender a proposta em plenário.

A moção resgata momentos marcantes da trajetória feirense, desde sua formação no século XVIII até a consolidação do município como um dos principais polos urbanos do Nordeste.

Formação histórica e origens do município

A história de Feira de Santana tem raízes no início do século XVIII, quando o casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa ergueu uma capela dedicada a São Domingos e Nossa Senhora Sant’Ana na fazenda Santana dos Olhos D’Água. A capela, inicialmente vinculada à freguesia de São José das Itapororocas, em Cachoeira, tornou-se o embrião do núcleo urbano que surgiria posteriormente.

Com o crescimento do trânsito de tropeiros na região, a área transformou-se em pouso para viajantes e, gradualmente, em um arraial estruturado por uma feira livre onde se comercializava gado, atividade que fortaleceria a vocação comercial da região. A partir dessa feira surgiu uma das inspirações para o nome atual do município.

A separação administrativa da localidade em relação a Cachoeira ocorreu em 18 de setembro de 1833, marco que representa o ponto inicial da emancipação feirense.

Personalidades históricas e visitantes ilustres

Graça Pimenta utilizou a moção para destacar a contribuição de feirenses que marcaram a história baiana e brasileira, bem como figuras que passaram pela cidade ao longo dos séculos. Entre os homenageados, a deputada citou:

Georgina Erismann, poetisa autora do hino cívico do município;
Chico Pinto, político feirense que ganhou relevância nacional;
Maneca Ferreira, criador da Micareta de Feira, considerado o primeiro carnaval fora de época do país.

A parlamentar recordou ainda visitantes de grande prestígio, como Dom Pedro II e Ruy Barbosa, responsável por consagrar a cidade com o apelido “Princesa do Sertão”, expressão que se consolidou no imaginário regional.

Feira de Santana no século XXI: polo urbano e referência regional

Graça Pimenta destacou que Feira de Santana deixou de ser apenas uma antiga fazenda para se consolidar como uma metrópole com mais de 500 mil habitantes, sendo hoje o maior e mais populoso município do interior da Bahia.

A cidade também exerce papel central na dinâmica econômica e logística do estado, configurando-se como o mais importante entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste, ponto de ligação entre diversas regiões brasileiras.

Nos últimos anos, investimentos públicos nas áreas de Educação e Saúde, sobretudo em tecnologia, ampliaram a visibilidade do município em eventos internacionais e fortaleceram sua posição estratégica na nova Região Metropolitana de Feira de Santana.

“Feira de Santana conquistou relevância estadual, nacional e internacional. Seu desenvolvimento contínuo reflete o trabalho do povo feirense e o compromisso com o futuro”, concluiu a parlamentar ao encerrar sua justificativa na Assembleia.

A força simbólica das moções e a construção da memória municipal

A moção apresentada por Graça Pimenta evidencia a importância dos atos simbólicos na preservação da memória histórica e no fortalecimento da identidade coletiva. Ao ressaltar fatos e personagens emblemáticos, a parlamentar reconhece o papel de Feira de Santana na formação social e política da Bahia e do Brasil.

Esse tipo de iniciativa, embora não vinculante, contribui para consolidar narrativas institucionais e reafirmar o pertencimento da população com sua própria história. Também reflete a tradição de reconhecer publicamente personagens e eventos que moldaram o perfil cultural do município, reforçando a continuidade entre passado, presente e futuro.

Em um cenário de transformações urbanas e expansão regional, a valorização da memória se torna instrumento de coesão social e referência para projetos de desenvolvimento.


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