A Câmara Municipal de Feira de Santana realizou sessão solene na tarde do domingo (18/09/2011) para comemorar os 178 anos de emancipação política do município. A saudação aos presentes coube ao vereador Justiniano França, designado pelo presidente da Casa da Cidadania, vereador Antônio Francisco Neto – Ribeiro, que dirigiu os trabalhos. A sessão foi acompanhada pelo prefeito Tarcízio Pimenta, deputado federal Fernando Torres, deputado estadual José de Arimatéia, secretários municipais, membros da imprensa e da comunidade em geral.
A palestrante da sessão foi a professora e escritora Lélia Vítor Fernandes de Oliveira, presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana e diretora do Departamento de Ensino da Secretaria Municipal da Educação. Inicialmente, ela destacou a divergência sobre a data que verdadeiramente representa o principal marco histórico da cidade, sua emancipação. O 16 de junho de 1873, comemorado até o começo desta década, e o 18 de setembro, que foi instituído através da emenda 22/2000, alterando o parágrafo 3º do artigo 4º da Lei nº 37/1990.
A professora Lélia referiu-se ao historiador Pedro Tomás Pedreira para relatar a divisão do território baiano em sesmarias no século XVII, contando os primórdios de como se deu a constituição do espaço onde Feira de Santana nasceria, inicialmente com a denominação de Fazenda Santana dos Olhos d’Água. Segundo ela, em 1819, a fazenda foi elevada a categoria de povoado, transformando-se em seguida, em Vila de Sant’Anna da Feira, em 13 de novembro de 1832.
De acordo com os dados apresentados pela palestrante, em 18 de setembro de 1833, houve o desmembramento político de Cachoeira, e na mesma data teria sido definida a primeira composição da Câmara de Vereadores de Feira, sendo estes os fatos históricos considerados, atualmente, como os mais relevantes do município. Anos depois, em 1873, a Vila de Sant’Anna da Feira tornara-se cidade, através da Lei Provincial nº 1320, de 16 de junho, assinada pelo vice-presidente da província da Bahia, José Eduardo Freire de Carvalho, passando a ser denominada como Comercial Cidade de Feira de Santana.
A palestrante falou sobre o crescimento de Feira de Santana durante este período de 178 anos, enfatizando o papel destacado por personagens de reconhecida relevância em áreas distintas, como educação, medicina, comércio, arquitetura, direito, música, esporte, comunicação, indústria, entre outras. Professora Lélia Vítor citou a criação de escolas no município, como a J.J. Seabra, em março de 1916, que posteriormente deu lugar a Escola Normal, em 1927. Ela também fez referência ao Colégio Santanópolis, fundado pelo professor Áureo de Oliveira Filho, em 1933 e o surgimento da Faculdade de Educação, em 1968, e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), em 1976.
Foram citadas algumas das mais importantes indústrias já instaladas em Feira, as atividades culturais de maior destaque organizadas no município e os locais onde eram promovidas as “micaretas, shows com cantores populares e bailes”, como o Feira Tênis Clube, Euterpe Feirense e Clube de Campo Cajueiro. Importantes cinemas, emissoras de rádio e televisão, jornais impressos e casas comerciais não foram esquecidos, especialmente por terem transformado a cidade em “um dos maiores centros do estado”.
Para encerrar a presidente da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana registrou alguns “vultos folclóricos” da cidade que, segundo ela, “contribuíram para perpetuar a alegria das crianças feirenses”, a exemplo de Garapa, Noratinho da Pamonha, Zé dos Brilhantes, Paturi, Viúva Alegre, Marta Rocha, Zé Bezerra, Zabumba e Seu Zé. Além destas figuras, foram relembrados alguns nomes de considerável importância para o desenvolvimento de Feira, como Georgina Erismann, Godofredo Filho e Eurico Alves Boaventura.
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