
Na última sexta-feira (14/10/2011), o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Jonas Paulo, e membros da executiva municipal de Feira de Santana, além do deputado estadual Zé Neto e militantes, estiveram reunidos na sede do partido em Feira, com objetivo definir o nome do PT, que concorrera na eleição de 2012 como candidato a prefeito.
Jonas Paulo passou o recado e disse que a executiva estadual determinou que em Feira de Santana não ocorrerão previas e que o partido escolheu Zé Neto como pré-candidato a prefeito, restando a executiva municipal homologar a decisão.
A situação ficou definida favoravelmente para Zé Neto, um dia após a vinda do governador Jaques Wagner a Feira de Santana (10/10). Ao invés de ler no noticiário sobre a sua visita, o governador foi ofuscado pela disputada entre Zé Neto e o deputado federal Sérgio Carneiro. Wagner convocou Jonas Paulo e Zé Neto e determinou o fim dos debates sobre prévias e a imediata escolha do pré-candidato a prefeito.
Convite
Sérgio Carneiro se quer foi convidado para a reunião. Ficando claro o desprestígio do político junto ao partido e ao governador Wagner. O Jornal Grande Bahia em contato com o deputado federal questionou sobre os acontecimentos. Carneiro preferiu adotar uma postura de retidão e dizer que não comenta sobre o assunto e que está focado nas audiências e conferências públicas sobre o novo Código de Processo Civil.
Bastidores
Parte considerável da executiva municipal está com Zé Neto. Aliados de Sérgio Carneiro, Albertino, Ângelo Almeida, Marialvo Barreto e outros, depois de serem contemplados com a parte do latifúndio chamado governo, aderiram ao deputado Zé Neto e deixaram as diferenças de lado.
Pode-se dizer que com ou sem prévia, Sérgio Carneiro estaria derrotado internamente no PT. Mas a falta de convite ao parlamentar expõe a face pouco republicana dos atuais detentores do poder. Sem dizer que foram deselegantes, antirrepublicanos e até mesmo desleais com os princípios mais elevados que devem reger as relações entre companheiros de um partido.
Jonas e o despotismo
Jonas Paulo age como um déspota, porem ele próprio não é o tirano, como classifica Charles de Montesquieu. Porque ele não governa, nem reina, preside um partido. Portanto deveria ser republicano, porem também não é. Sendo apenas um déspota esclarecido, como foram Francisco Franco, Josef Stalin, Benito Mussolini, etc.
Uma característica típica do despotismo destacada por Tocquevilleé a falta de ligação entre os governados. Em seu livro Democracia na América Cap. IV: “O despotismo, que, por sua natureza, é temeroso, vê no isolamento dos homens a mais segura garantia de sua duração”.
Déspota também é uma qualificação dada à pessoa que governa de forma arbitrária ou opressora. Muitas vezes atingem o poder pelas vias democráticas ou movimentos populares, mas com o tempo busca enfraquecer as demais instituições, reger leis de interesse próprio e adquirir autoridade absoluta. É o mesmo que ditador, ou seja, o indivíduo que exerce todo o poder político sozinho ou com um pequeno grupo de pessoas sufocando seus opositores.
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