Em sua despedida da EBC, Tereza Cruvinel faz um balanço da administração, destaca independência editorial da empresa e diz existir divergência

Tereza Cruvinel, diretora-presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Tereza Cruvinel, diretora-presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Em seu último dia no cargo de presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a jornalista Tereza Cruvinel fez ontem (31/10/2011) um balanço dos quatro anos de sua administração. Ela destacou a criação da TV pública em âmbito nacional; a articulação de uma rede pública de televisão; a implantação de uma sólida e consistente infraestrutura de produção e transmissão, de última geração; e a produção e difusão de conteúdos diferenciados e complementares, sempre observando os princípios da comunicação pública, entre outras.

Para isso, segundo Tereza Cruvinel, nunca faltaram recursos, tendo o governo federal cumprido todos os compromissos orçamentários da EBC, que é constituída pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil e oito emissoras de rádio. “Os dois governos [Lula e Dilma Rousseff] honraram os compromissos fundamentais relativos às questões orçamentárias e de independência [editorial]. O compromisso orçamentário do governo Lula foi mantido e o nosso orçamento nunca foi abaixo de R$ 350 milhões. Quanto aos cortes feitos pela presidenta Dilma, eles foram para todos os setores do governo.”

A presidenta da EBC também falou sobre a independência editorial com que a empresa desenvolveu suas atividades jornalísticas e de produção de conteúdo. “Aqui teve problemas de todos os tipos. Enfrentei 50 problemas por dia. O único problema que eu não enfrentei foi o de ingerência do governo”.

Apesar do convite da presidenta Dilma Rousseff, Tereza Cruvinel declarou que decidiu não permanecer no cargo por motivos familiares e políticos, decorrentes de divergências com alguns integrantes do Conselho Curador da EBC. “A divergência [com o Conselho Curador] é uma questão de poder. Fui contra o conselho querer controlar a EBC porque, para isso, já há a diretoria”, disse. “Essas circunstâncias me recomendaram a não aceitar nem pleitear o segundo mandato”, completou.


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