Deputado estadual Gildásio Penedo Filho destaca ascensão do Brasil e estabilidade econômica dos brasileiros nos últimos anos

“É preciso que haja uma reflexão sobre o modelo hegemônico e vitorioso implantado no país nos últimos anos, liderado pelo PT e em especial, pelo presidente Lula e pela presidente Dilma”, afirmou o líder do PSD na Assembleia Legislativa, deputado Gildásio Penedo Filho, ao usar a tribuna da Assembleia Legislativa durante sessão na tarde de ontem (28/03/2012). Durante seu pronunciamento, o parlamentar destacou os programas sociais da administração federal que, para ele, tem tido um papel extremamente decisivo na chamada ‘economia periférica’.

Para Gildásio, tais ações trazem uma realidade política muito distinta da que antes predominava no país e, consequentemente, a mudança da composição econômica brasileira. “Nós precisamos ter, independente de posições políticas, mesmo quando as críticas são feitas legitimamente por partidos de oposição, a capacidade de reconhecer os avanços implantados no Brasil. Não tenho dúvida da política social implantada, inicialmente, no governo Fernando Henrique, mas reconheço que a mesma teve uma intensificação decisiva e priorização expressiva do presidente Lula”, pontuou.

O deputado também destacou a estratificação social obtida nos últimos anos, bem como a consolidação da elevação da faixa de renda com a ascensão econômica de 96 milhões de brasileiros para a chamada classe média. Gildásio Penedo apresentou dados de uma pesquisa realizada no ano passado que revela que, de 2005 até 2011, enquanto diminuiu a parcela da população mais pobre (de 51% para 24%), cresceu o universo dos mais ricos (de 15% para 22%) e, também, da classe média (de 34% para 54%), que passou a ser maioria no país.

A pesquisa mostra ainda que há sete anos havia 92,9 milhões de pessoas classificadas como baixa renda e, no entanto, desde o ano passado, o número caiu praticamente à metade (45,2 milhões). “A pirâmide econômica do Brasil está sendo invertida. Hoje nós já temos mais de 50% da população com perfil identificado ao brasileiro que possui renda mensal entre R$ 1,250 a R$ 5 mil, e que tem a necessidade crescente da ampliação da sua melhoria de vida. Essa classe vem crescendo em função da estabilização do plano real, que nasceu no governo Fernando Henrique, mas que teve a grandeza e determinação do presidente Lula, ao quebrar paradigmas e enfrentar resistências dentro do próprio partido”, considerou.

Para Penedo, o modelo econômico implantado por Lula confirma a ascendência significativa apresentada pela economia brasileira atualmente. O parlamentar ainda frisou que a distribuição de renda no país é muito mais “forte” do que nos demais países emergentes que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Nem a China, que embora tenha tido um crescimento do PIB muito mais significativo ao longo desses anos, conseguiu diminuir a desigualdade econômica entre os ricos e os mais pobres”, completou.

Ainda durante seu discurso, elogiado pelos petistas Joseildo Ramos e Luiza Maia, o deputado chamou à atenção para a consolidação de outros aspectos. Mesmo reconhecendo que a Brasil vem consolidando e sustentando o crescimento de sua economia, Gildásio Penedo destacou a necessidade de enfrentar a chamada desindustrialização. “Nós temos hoje, até por força do crescimento do real e da robustez de nossa moeda, um modelo econômico que tem dificultado a sobrevivência da economia nacional, porque o custo de produção e a estratégia logística de nosso país tem, de fato, se agravado. Vale dizer, por exemplo, que se nós mantivéssemos hoje a mesma variação e o mesmo efeito comparativo do real para o dólar, quando criado em 1994, atualmente o real custaria, em relação ao dólar, cerca de quase R$ 3,50”, ponderou.

Para ele, o Brasil acertou na mudança da política cambial mas, o custo de produção tem gerado uma determinada preocupação e, consequentemente, informalidade de empregos. Segundo o parlamentar, chama a atenção o fato do custo de produção de energia elétrica nos Estados Unidos, nos últimos cinco anos, ter crescido em torno de 35%. Já no Brasil, esse mesmo custo aumentou 246%. “O modelo cambial e a infraestrutura são questões que precisam ser tratadas com carinho, porque podem gerar um impacto negativo em um momento posterior”, concluiu.


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