Corrupção agrava crise na zona do euro, diz ONG Transparência Internacional

Países enfrentam grave crise financeira na Europa. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Países enfrentam grave crise financeira na Europa. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

A corrupção e a falta de transparência na Europa, principalmente em alguns países da zona do euro, agravam os impactos da crise econômica internacional, avaliou a organização não governamental (ONG) Transparência Internacional em relatório divulgado hoje (06/06/2012) em Bruxelas, na Bélgica. Para a ONG, a situação é mais grave na Grécia, Itália, em Portugal e na Espanha.

“Nesses países, a corrupção consiste com frequência em prática legais, mas pouco éticas, resultado de regras de lobby opacas, tráfico de influência e relações muito estreitas entre o setor público e o privado”, diz o relatório denominado Dinheiro, Poder e Política: Os Riscos da Corrupção na Europa.

No relatório, a organização denuncia a falta de transparência na tomada de decisões e no financiamento de partidos políticos. Dos 25 países analisados, 19 ainda não dispõem de normas para regular as atividades de lobby e apenas dez proíbem completamente o financiamento não declarado de partidos políticos.

A ONG apela para que os parlamentares europeus reforcem a transparência das atividades de lobby e de financiamento das campanhas eleitorais. “Na Europa, o número de instituições que caracterizam uma democracia e permitem a um país lutar contra a corrupção é mais frágil do que imaginamos”, disse o diretor da Transparência Internacional, Cobus de Swardt. “Esse relatório expõe questões preocupantes em um momento em que a Europa necessita de uma cultura política de transparência para sair da crise econômica”.

O documento menciona ainda pesquisas de opinião pública que mostram que a preocupação com corrupção predomina entre os europeus. No estudo, a ONG  identificou apenas três países que protegem os cidadãos que denunciam casos de corrupção.

A Dinamarca, Suécia e Noruega são os países que mais se protegem contra a corrupção. Porém, em  20 países europeus existem vários obstáculos para que as pessoas possam acessar informações de caráter público.


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