Depois de cerca de 15 horas de julgamento, Antônio Luís de Jesus, foi condenado, por unanimidade, na noite de ontem, 29, pela morte da engenheira ambiental Marleide de Oliveira Junqueira, a 23 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A pena foi composta por duas condenações: 21 anos, pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima; e mais dois anos por ocultação de cadáver. Os dois períodos foram somados por que houve concurso material entre os crimes. No julgamento, que começou às 8h30, a acusação foi sustentada pelos promotores de Justiça Davi Galo e Jânio Braga, com base em denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Ariomar Figueiredo. “O resultado, tanto pela pena quanto pela unanimidade dos jurados, satisfaz as expectativas do Ministério Público”, afirmou Davi Galo.
Desaparecida no dia 21 de agosto de 2010, Marleide teve sua ossada encontrada em um matagal na Ilha de Itaparica, em agosto de 2011, e identificada por meio de exames de DNA e comparação genética com a mãe, realizados pelo Departamento de Polícia Técnica. Antônio Luís tinha antecedentes por envolvimento em estelionato e roubo de carros, já estava preso preventivamente na Cadeia Pública, onde permanece. A defesa afirmou que vai recorrer da decisão.
*Com informação do Ministério Público do Estado da Bahia







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