Região Metropolitana de Salvador registra taxa de desemprego de 18,8% em agosto

Região Metropolitana de Salvador registra taxa de desemprego de 18,8% em agosto.
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As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, em parceria com o Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador, em agosto, foi de 18,8% da População Economicamente Ativa (PEA), valor maior ao observado em julho (17,8%). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto passou de 12,4% para 13,0% e a de desemprego oculto, de 5,5% para 5,9%.

Em agosto, o contingente de desempregados foi estimado em 386 mil pessoas, 23 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se à pequena redução no número de postos de trabalho (8 mil) somada a elevação da PEA (15 mil). No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 59,9% para 60,2%.
Em agosto, houve uma redução de contingente de ocupados para 1.667 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve decréscimo no setor da Construção (5 mil ou 3,1%); Indústria de transformação (1 mil ou 0,7%);  no Comércio, reparação de veículos automores e motocicletas (2 mil ou 0,6%); enquanto nos Serviços houve relativa estabilidade (-3 mil ou 0,3%).

Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados teve redução em relação ao mês anterior (23 mil ou 2,0%). Houve decréscimo no setor privado (24 mil ou 2,5%) e, em menor proporção, no setor público (1 mil ou 0,6%). No interior do setor privado, verificou-se decréscimo no contingente de trabalhadores com carteira assinada (21 mil ou 2,5%) e no dos sem carteira assinada (3 mil ou 2,2%). Registrou-se crescimento no número de trabalhadores Autônomos (17 mil ou 5,0%) e no do agregado Outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (4 mil ou 6,6%), enquanto no de Domésticos observou-se retração (6 mil ou 4,2%).

No mês de julho, o rendimento médio real elevou-se para os ocupados (0,8%) e para os assalariados (0,8%). Os valores dos rendimentos foram estimados em R$ 1.037 e R$ 1.133, respectivamente. No mesmo período, a massa de rendimentos reais aumentou para os ocupados (1,9%) e para os assalariados (1,2%). Nos dois casos, o aumento resultou de acréscimos tanto no nível de ocupação quanto no rendimento médio real.

Comportamento em 12 meses

Em relação a agosto de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,6% para os atuais 18,8% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, que passou de 11,0% para 13,0%, e da taxa de desemprego oculto, que passou de 4,6% para 5,9%.
No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 91 mil pessoas, como resultado do crescimento do número de postos de trabalho (73 mil) inferior ao acréscimo da PEA (164 mil). A taxa de participação aumentou, ao passar de 56,9% para 60,2%.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 4,6%, passando de 1.594 mil pessoas para 1.667 mil. O nível ocupacional cresceu em quase todos os setores de atividade econômica analisados: na Construção (20 mil ou 14,6%), nos Serviços (37 mil ou 3,9%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (12 mil ou 3,9%), enquanto na Indústria de transformação não houve variação.

Segundo a posição na ocupação, o emprego assalariado cresceu (39 mil ou 3,7%), devido aumento do contingente do setor privado (63 mil ou 7,2%), visto que o trabalho assalariado no setor público diminuiu (25 mil ou 13,2%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (56 mil ou 7,5%) e entre os sem carteira assinada (7 mil ou 5,6%). Houve elevação nos contingentes de Autônomos (24 mil ou 7,1%), de Domésticos (7 mil ou 5,3%), e do agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (3 mil ou 4,8%).

Na comparação com julho de 2011, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (3,9%) e para os assalariados (3,9%). Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos aumentou entre os ocupados (2,5%) e os assalariados (1,8%).


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