A minha experiência nas manifestações sociais em Salvador | Por Carlos Augusto

Manifestantes seguram cartazes que indicam os temas do protesto. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Manifestantes seguram cartazes que indicam os temas do protesto. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Pai leva filho para as manifestações sociais, em Salvador. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Pai leva filho para as manifestações sociais, em Salvador. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Ao levar o filho para as manifestações, pai ensina que democracia é uma conquista do povo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Ao levar o filho para as manifestações, pai ensina que democracia é uma conquista do povo. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Manifestante lembra que os filhos da pátria é o próprio povo. Verdadeiros heróis. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)
Manifestante lembra que os filhos da pátria é o próprio povo. Verdadeiros heróis. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) Jornal Grande Bahia)

Ontem (22/06/2013), após ouvir boa música e assistir ao primeiro tempo do jogo da seleção brasileira (4) contra a Itália (2), no São Jorge botequim em Salvador, me dirige ao shopping Iguatemi. Oportunidade em que encontrei com manifestantes que se dirigiam as imediações do Shopping.

O que vislumbrei foi uma massa de pessoas ordeiras e tranquilas se dirigindo para uma manifestação. Os cartazes davam a tônica do protesto, saúde, transporte, educação, fim da corrupção. Dentre os manifestantes, chamou a atenção um jovem que caminhava ao lado do filho, ambos vestindo camisas da seleção brasileira. Em um momento, um dos manifestantes pegou a criança, pós sobre os ombros e a carregou, o pai sorriu. Era evidente que aquelas pessoas acabaram de se conhecer.

Também passou por minha mente, que eu não teria coragem de expor um filho a uma situação de multidão em protesto. Então fiquei imaginando o que pensava o jovem manifestante. Dei-me conta que ele apenas pensava o bem.

Mas, não foi assim que a noite se encerrou, ou seja, as coisas não terminaram ‘bem’. Dentro do shopping, em visita a loja de roupas Zara, a gerente informou que “iria descerrar as portas, pois uma multidão invadiu o shopping”. Após alguns minutos, sem ver movimento, ou observar perigo, resolvi sair da loja e me dirigi ao carro para ir a outro shopping. Não vi desordem, tumulto ou problemas, apenas funcionários assustados, que aproveitando o momento iam para casa mais cedo.

No estacionamento do shopping senti o forte odor de gás lacrimogênio penetrar nas narinas e provocar intensa dor de cabeça, helicópteros, estampido de disparos de granadas de gás, tropas da polícia militar da Bahia ocupando as ruas no entorno do shopping, manifestantes assustados ocupando o estacionamento e fugindo da confusão. Próximo ao shopping, na agência do banco Bradesco, algumas pessoas tentavam arrombar o local. Mas, estes compunham uma minoria que não representava a maioria dos protestantes.

No entanto, sem separar os bons dos maus, a polícia militar da Bahia agiu com truculência, violando direitos civis dos manifestantes.

O relato da jovem manifestante Bárbara Santiago, com o título ‘Polícia é para ladrão?!’, indica o que de fato ocorreu, truculência e despreparo por partes dos agentes de estado contra o próprio povo.

Caso os governantes não expurguem os péssimos e despreparados policiais, e não preparem os agentes de estado para lidar com as massas, respeitado direitos civis, as pessoas podem ser levadas a intensificar os protestos.

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Confira imagens do protesto

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*Carlos Augusto é diretor do Jornal Grande Bahia e mestrando em Ciências Sociais pela UFRB.


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