
As justificativas apresentadas na manhã desta quarta-feira (21/08/2013) pelo governo sobre a crise financeira no Estado, não convenceram o vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Gaban (DEM). Agora a pouco, durante a sessão plenária da Casa, o parlamentar questionou o argumento de que a crise que afeta a Bahia é uma crise mundial.
“Pasmem! O governador Jaques Wagner teria dito que o maior culpado dessa crise foi a diminuição dos impostos da chamada linha branca [eletrodomésticos], que impactou as finanças do Estado. Além do mais, Wganer afirmou que um dos motivos também foi o aumento do custeio dos novos hospitais e a crise financeira mundial. Fico triste porque estão passando informação errada até para o governador”, ironizou Gaban.
O deputado listou as recentes unidades hospitalares e ressaltou que todas elas são administradas por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Além disso, Gaban considerou o limite de gasto com saúde determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Não adianta o governador vir com o argumento de aumento de custeio na área da saúde porque isso é uma inverdade, não condiz com a realidade dos fatos. O governo tem que assumir que preferiu dar acomodação aos adesistas que foram para o grupo deles, inchando o número de secretarias”, retrucou.
Gaban ainda voltou a afirmar que o Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado da Bahia (Fiplan) não está funcionando corretamente. Segundo o democrata, o próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) não tem tido acesso ao sistema, o que impossibilita à Corte a ter qualquer tipo de informação do governo. “O Fiplan não está funcionando em nenhum gabinete dos conselheiros do TCE. Todos os técnicos estão impedidos de fazer a fiscalização que a lei determina”, revelou o deputado garantindo que irá ingressar com a denuncia no Ministério Público.
“Irei verificar essa informação e, se for confirmada, saber porque o presidente do TCE não veio a público manifestar essa impossibilidade, justamente no momento em que a falência do governo baiano está decretada”, argumentou.








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