Deputada Graça Pimenta cobra solução para congestionamentos e obras na BR-324 entre Salvador e Feira de Santana

A deputada estadual Graça Pimenta (PMDB) criticou nesta terça-feira (10/06/2014) a situação de trafegabilidade da BR-324 no trecho entre Salvador e Feira de Santana, ao afirmar que o percurso, que antes podia ser feito em cerca de uma hora, passou a exigir até três horas em razão de acidentes, protestos, obras e congestionamentos. A manifestação da parlamentar ocorre após a divulgação, por um jornal de circulação estadual, de uma reportagem de capa sobre os transtornos enfrentados diariamente por motoristas na rodovia. Segundo a deputada, embora as intervenções sejam necessárias, a forma como vêm sendo executadas tem ampliado os prejuízos para os usuários, que pagam pedágio e esperam segurança, fluidez e melhores condições de deslocamento.

Trecho entre Salvador e Feira concentra retenções e queixas de motoristas

Graça Pimenta afirmou que o problema é conhecido por parlamentares da Assembleia Legislativa da Bahia, que utilizam com frequência a BR-324 no deslocamento entre a capital e o interior. Segundo ela, a deterioração das condições de circulação na estrada passou a comprometer uma ligação considerada estratégica para a mobilidade regional e para a atividade econômica do estado.

De acordo com o relato reproduzido pela parlamentar, a equipe do jornal A Tarde percorreu o trecho entre Salvador e Feira de Santana na quarta-feira e na quinta-feira da semana anterior, saindo por volta das 7h, horário de maior fluxo. Mesmo tendo completado o trajeto em 1h40 e 1h30, respectivamente, a equipe já encontrou dificuldades logo na saída de Salvador, em pontos do perímetro urbano da rodovia.

Entre os trechos apontados como mais problemáticos estão as imediações de São Gonçalo do Retiro, Águas Claras, a rotatória da Estação Pirajá e a via marginal da BR-324 no sentido de Brasilgás, Pau da Lima e Pirajá. Nessas áreas, a combinação de gargalos viários e intenso volume de veículos contribui para a lentidão já nos primeiros quilômetros da viagem.

Gargalos urbanos, redução de faixas e risco à segurança agravam cenário

Ao comentar o trecho próximo ao viaduto que dá acesso ao bairro de Águas Claras e à BA-528, rumo ao subúrbio ferroviário, Graça Pimenta destacou que um dos principais fatores de retenção é a redução de três para duas faixas de rolamento logo após o viaduto. A alteração, segundo ela, compromete a fluidez em um ponto já sensível da rodovia.

A deputada também chamou atenção para a questão da segurança pública. Segundo seu relato, o trânsito travado nesses segmentos expõe motoristas e passageiros a situações de vulnerabilidade, já que é comum haver notícias sobre assaltos em locais onde os veículos permanecem parados por longos períodos.

A observação amplia o debate sobre a BR-324 para além da infraestrutura. O problema, segundo a parlamentar, não se limita à demora no deslocamento, mas alcança também a proteção dos usuários, sobretudo em trechos urbanos e de forte retenção, onde a paralisação do tráfego aumenta a sensação de insegurança.

Obras da Via Bahia são apontadas como foco de transtornos na rodovia

Graça Pimenta afirmou que, conforme a reportagem citada, a concessionária Via Bahia, responsável pela administração da BR-324 desde 2009, realizava cinco intervenções temporárias na estrada. As ações tinham como objetivo ampliar os vãos sobre cinco pontes localizadas entre os quilômetros 576 e 553, nas proximidades do pedágio de Amélia Rodrigues.

Segundo a deputada, embora as obras sejam importantes para melhorar a estrutura da via, a execução tem produzido impacto direto no cotidiano dos motoristas. Ela sustentou que os usuários aceitam a necessidade das intervenções, mas esperam contrapartidas compatíveis com o valor pago em pedágio e com a importância da rodovia para o estado.

A crítica central recai sobre a falta de equilíbrio entre obra e operação. Na avaliação da parlamentar, a realização simultânea de intervenções em diferentes pontos, sem uma estratégia capaz de mitigar os efeitos sobre o tráfego, acaba impondo um custo excessivo à população que depende da BR-324 para trabalho, comércio, transporte e deslocamentos regulares.

Anel de Contorno de Feira de Santana também contribui para lentidão

Segundo Graça Pimenta, os problemas não terminam após o pedágio de Amélia Rodrigues. A deputada afirmou que congestionamentos também se formam com frequência nas proximidades do Parque de Exposição João Martins da Silva, já na chegada a Feira de Santana.

Nesse ponto, os engarrafamentos estariam ligados às obras de duplicação da Avenida Eduardo Fróes da Motta, conhecida como Anel de Contorno. A via, com 22 quilômetros de extensão, funciona como elo entre as BRs 324 e 116, compondo em Feira de Santana um dos principais entroncamentos rodoviários do Norte e Nordeste.

A sobrecarga no Anel de Contorno reforça o caráter sistêmico do problema. Não se trata apenas de dificuldades isoladas ao longo da BR-324, mas de uma cadeia de retenções que compromete a entrada e a saída de um polo logístico fundamental para a circulação de mercadorias e pessoas na Bahia.

Parlamentar cobra nova estratégia e ação mais firme da ANTT

Ao final de sua manifestação, Graça Pimenta defendeu que a Via Bahia reveja a estratégia adotada para execução das obras. Na avaliação da deputada, os transtornos relatados indicam que o planejamento atual não tem sido suficiente para compatibilizar a realização das intervenções com a manutenção de condições adequadas de circulação.

Ela também questionou o cumprimento dos prazos previstos para as obras, afirmando que há indícios de atraso. Para a parlamentar, esse quadro amplia a insatisfação dos usuários, que enfrentam diariamente demora, retenções e insegurança em uma rodovia concedida à iniciativa privada.

Graça Pimenta ainda cobrou atuação mais incisiva dos órgãos fiscalizadores, especialmente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo ela, cabe aos responsáveis pela regulação e fiscalização da concessão intervir para garantir que os problemas sejam enfrentados com maior rapidez e efetividade.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da CMFS: Campanha de abril de 2026 2.
Banner do Governo da Bahia: Campanha sobre Feiras Literárias.
Banner do INSV 20260303.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading