A coordenação da campanha “Pra Bahia Mudar Mais”, liderada por Rui Costa, divulgou nota nesta segunda-feira (29/09/2014) em que acusa adversários políticos ligados ao chamado magalhismo de promoverem uma tentativa de intimidação ao Poder Judiciário da Bahia, em meio ao acirramento da disputa eleitoral daquele ano. O posicionamento foi direcionado ao grupo de oposição representado, entre outros nomes, por Paulo Souto e ACM Neto.
Segundo o documento divulgado pela coligação governista, declarações feitas por integrantes da oposição, incluindo lideranças do DEM e aliados, configurariam ataques diretos ao Judiciário, com o objetivo de questionar decisões e lançar suspeitas sobre a atuação da Justiça eleitoral.
A nota sustenta que tal comportamento representa desrespeito a um poder constituído e aponta que a estratégia teria como pano de fundo uma tentativa de pressionar ou constranger magistrados, em um momento decisivo do processo eleitoral.
Além disso, a coordenação da campanha defende que entidades de classe e instituições jurídicas devem permanecer vigilantes para garantir a independência funcional do Judiciário e a integridade do processo democrático.
Referência ao magalhismo e crítica ao passado político
O texto também resgata elementos históricos ao associar a atuação da oposição ao período de hegemonia política do grupo liderado por Antônio Carlos Magalhães. A nota menciona práticas classificadas como “coronelismo”, afirmando que tais métodos teriam marcado uma fase anterior da política baiana.
De acordo com a coligação, o eleitorado baiano teria rejeitado esse modelo ao longo dos anos, optando por um sistema baseado em voto livre e autonomia institucional. Nesse contexto, a campanha sugere que as críticas ao Judiciário refletiriam inconformismo com a evolução democrática do estado.
O documento ainda sustenta que a oposição estaria antecipando justificativas para um eventual resultado adverso nas urnas, ao atribuir à Justiça eleitoral decisões que contrariaram interesses políticos do grupo.
Alegação de uso político de denúncias eleitorais
Outro ponto abordado na nota diz respeito à condução de denúncias durante o período eleitoral. A campanha de Rui Costa afirma que uma suposta acusação apresentada pela oposição teria sido interpretada pela Justiça como inconsistente ou de natureza eleitoreira.
Segundo o texto, a rejeição dessa denúncia teria provocado reação por parte dos opositores, que passaram a questionar a atuação do Judiciário. A coligação classifica essa postura como uma tentativa de deslegitimar instituições quando decisões não atendem a interesses políticos específicos.
Por fim, a nota reafirma que a independência entre os Poderes é um dos pilares fundamentais do regime democrático e que qualquer tentativa de interferência ou pressão representa risco à estabilidade institucional.









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