
Em vida, o senador Antônio Carlos Magalhães declarou que na Bahia o controle externo do judiciário era exercido por ele. Em alusão a forma imperial com os qual tratava as relações de poder no estado. Passados alguns anos, o mais ilustre seguidor do magalhismo, Paulo Souto, ao lado do herdeiro natural do magalhismo, Antonio Carlos Magalhães Neto, criticaram duramente o poder judiciário da Bahia por decidir contra a veiculação, no programa eleitoral, de supostas acusações envolvendo membros do Partido dos Trabalhadores.
Ocorre que a denunciante Dalva Sele Paiva, após declarações à revista Veja, resolveu “refugiar-se na Europa”. O curioso é que nas acusações Dalva Paiva não apresenta um único documento que as comprove, mais curioso ainda é o fato de usar informações para atacar petistas na revista conservadora e reacionária de direita, Veja, ao invés de negociar uma ‘delação premiada’ junto ao Ministério Público da Bahia, e com isto se livrar dos processos judiciais que responde.
Observa-se que imputar sem documentos comprobatórios crime a um candidato é crime eleitoral, e uma verdadeira tentativa de fraudar o processo democrático que ocorre em curto espaço de tempo, foi neste sentido que decidiu o poder judiciário, ou seja, o poder judiciário da Bahia objetivou manter o debate em torno das propostas e ações dos candidatos, evitando que possíveis mentiras deturpem o julgamento do eleitor. Mas, para os magalhistas o judiciário está comprado, além das decisões violarem a constituição.
Seria interessante que o prefeito de Salvador, ACM Neto, apresentasse a ficha funcional da servidora pública Dalva Sele Paiva, esclarecendo para qual governo trabalhou. Não será surpresa se a mesma tiver trabalhado em outro governo do magalhismo, o de Antonio Imbassahy, atual candidato a deputado federal pelo PSDB.
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