

Em resposta à Prefeitura de Salvador, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) reforçou as afirmações sobre gasto com publicidade, baseada em dados do Diário Oficial do Município (n° 6.071; páginas 13 e 14) e do Portal Municipal de Transparência. O deputado incluiu mais um contrato, além dos dois já citados, e encaminhou documentos à imprensa comprovando as informações. Ele ressalta que são contratos com números e dotação orçamentária independentes, cada um com limite de R$ 50 milhões: com a agência Ideia 3 (contrato 006/14; R$ 4,4 milhões empenhados); com a Propeg (contrato 005/2014; R$ 9,6 milhões empenhados) e com a Tourinho Publicidade (contrato 007/2014; R$ 5,8 milhões empenhados).
Pelegrino lamentou mais uma vez o “baixo nível” dos ataques. “Infelizmente o prefeito continua escalando assessores para me agredir e desviar o assunto com inverdades, método típico do carlismo. Como não consegue enfrentar o mérito do debate, porque não tem argumentos, parte para acusações despolitizadas usando pessoas que deveriam se limitar à função técnica”.
O parlamentar ainda questionou a destinação da publicidade, que considera eleitoreira: “Está claro como parte dela visa respaldar a campanha de Paulo Souto (DEM) ao Governo do Estado”. Pelegrino reforça que, mesmo a prefeitura gastando R$ 50 milhões, como argumenta, a desproporcionalidade é ainda elevada. “Não é coerente a Prefeitura aumentar os impostos, vender os terrenos públicos, investir na indústria do estacionamento e das multas com argumentos de que não tem dinheiro, e fechar contratos tão altos para publicidade. Enquanto isso, deve R$ 45 milhões às creches comunitárias, que estão sem comida para as crianças”.
Rede Bahia
O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), é acionista da Rede Bahia, retransmissora da Rede Globo, e detentora de jornal e estações de rádio. O poderoso grupo de comunicação é um dos principais agraciados com o aumento de recursos no setor de publicidade, revela fonte, que finaliza lembrando que durante os governos de Paulo Souto o principal montante da verba publicitária do estado ia para a Rede Bahia, enquanto definhavam financeiramente os jornais A Tarde e Tribuna da Bahia.
Capital monopolista
A receita para a formação do capital monopolista é aplicar recursos, principalmente do setor público, com a finalidade de ampliar o poder capitalista de determinado grupo econômico, na sequência compram, ou destroem a concorrência, ampliado de forma incessante a capacidade monopolista do grupo.
A família Magalhães volta ao centro do poder, e não existe poder maior do que o estado. O volume de capital que a Rede Bahia manipula extraindo os recursos do setor público é pouco significativo quando comparado à capacidade de investimento do estado, observando apenas os recursos destinados ao setor de comunicação.









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