DEM, PMDB e PSDB intensificam mobilização na Bahia para ampliar votação de Aécio Neves no 2º turno das eleições de 2014

Lideranças do Democratas (DEM), do PMDB e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) intensificaram, nesta terça-feira (21/10/2014), a agenda de mobilizações na Bahia com o objetivo de reverter a baixa votação obtida por Aécio Neves no estado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014. A estratégia inclui atos públicos, caminhadas e encontros regionais em diferentes municípios baianos, na reta final da disputa contra a então presidente e candidata à reeleição do Partido dos Trabalhadores (PT).

Durante evento realizado na noite de segunda-feira (20/10/2014), em Camaçari, o prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou que “o Nordeste não tem dono”, defendendo que o eleitorado nordestino não estaria vinculado de forma automática a nenhuma sigla ou liderança política. Ao lado de nomes como Geddel Vieira Lima, do deputado federal eleito Paulo Azi e do vereador Elinaldo, o gestor municipal destacou a necessidade de ampliar a presença da campanha tucana no interior do estado.

A declaração ocorreu no contexto do movimento “Muda Brasil”, articulado para fortalecer a candidatura de Aécio Neves no segundo turno, cuja votação estava marcada para o domingo (26/10/2014). Segundo os organizadores, a proposta era intensificar a mobilização em regiões estratégicas da Bahia, tradicional reduto eleitoral do PT.

Agenda de mobilização no interior do estado

Na manhã desta terça-feira (21/10/2014), ACM Neto participou de caminhada no centro de Vitória da Conquista ao lado do ex-governador Paulo Souto e de Geddel Vieira Lima. O ato teve como objetivo divulgar as propostas de Aécio Neves e ampliar a visibilidade da campanha tucana no sudoeste baiano.

À tarde, a comitiva seguiu para Jequié, onde promoveu encontro com eleitores e lideranças locais. Já no período da noite, estava previsto novo ato público em Eunápolis, no extremo sul do estado. A estratégia definida pelas lideranças oposicionistas consistia em concentrar esforços em polos regionais, buscando ampliar o alcance da mensagem de campanha em curto espaço de tempo.

Para quarta-feira (22/10/2014), estavam programadas atividades em Itabuna e Feira de Santana, além de evento noturno no bairro de Cajazeiras, em Salvador. A divisão das agendas entre os principais líderes estaduais visava garantir maior capilaridade às mobilizações.

Discurso de união e contraponto ao PT

Nos atos públicos, ACM Neto afirmou que a eleição de Aécio Neves representaria “um governo de união e comprometido com as pessoas”, defendendo que o candidato combinaria “eficiência e decência” na gestão federal. A retórica adotada buscava contrastar com a narrativa do PT, que sustentava a continuidade das políticas implementadas desde 2003.

O presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia, destacou que o tempo restante até o sábado anterior ao pleito seria dedicado exclusivamente à mobilização eleitoral. Segundo ele, o objetivo era apresentar ao eleitorado baiano a necessidade de mudança de rumo político a partir de 2015.

A atuação conjunta de DEM, PMDB e PSDB evidenciou a tentativa de consolidar uma frente oposicionista unificada no estado, tradicionalmente favorável ao PT nas disputas presidenciais.

Estratégia regional e contexto eleitoral

A Bahia representava, em 2014, um dos maiores colégios eleitorais do país e tinha peso relevante na definição do resultado nacional. No primeiro turno, Aécio Neves obteve desempenho inferior ao da candidata petista no estado, o que levou as lideranças oposicionistas a intensificarem a agenda regional no segundo turno.

A mobilização no interior buscava atingir eleitores indecisos e ampliar a presença da campanha em cidades de médio porte, consideradas estratégicas para reduzir a diferença de votos. A narrativa enfatizava temas como gestão pública, eficiência administrativa e mudança política.

Ao mesmo tempo, a disputa presidencial ocorria em ambiente de forte polarização nacional, com discursos centrados na continuidade ou na alternância de poder após 12 anos de governo petista.


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