A convite do diretor do Jornal Pátria Latina, Valter Xéu, o jornalista e cientista social Carlos Augusto, diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB), visitou entre os dias 5 e 8 de dezembro de 2014 as embaixadas do Irã, Coreia (Coreia do Norte), Bolívia, Rússia e Síria, em Brasília. Também acompanhou a visita o colaborador do JGB Sérgio Jones.
Na oportunidade, os jornalistas ouviram diretamente dos representantes diplomáticos do Irã, Mahdi Rounagh, Vice-chefe da Missão (Vice-Embaixador); Coreia, Paek Tong Um, Conselheiro (equivalente a Embaixador); Bolívia, Jerjes Justiniano Talavera, Chefe da Missão (Embaixador); Rússia, Aleksandr Korendyasev, Adido Cultural; e Síria, Dr. Ghassan Nseir, Chefe da Missão (Embaixador), avaliações sobre geopolítica e debateram as relações estabelecidas entre o Brasil e os respectivos países. Os encontraram ocorreram em audiências formais, a exemplo do Irã e Síria, e durante eventos de confraternização, com as embaixadas da Coreia do Norte, Bolívia e Rússia.
Embargo econômico
Os jornalistas ouviram do corpo diplomático do Irã, Coreia, Rússia e Síria os nefastos efeitos dos embargos econômicos que os Estados Unidos da América (EUA) impõem aos respectivos povos, principalmente no tocante a dimensão cultural, com o poder midiático que os Estados Unidos exercem através das agências de notícias e do conjunto ideológico formado pelos veículos de comunicação, redes de tevê e estúdios de cinema. Destacando que este aparato ideológico é responsável por construir falsas verdades e distorcer a realidade social na qual os países buscam se desenvolver, através do legítimo direito de autodeterminação.
Para ilustrar de que maneira a atuação dos Estados Unidos provoca instabilidade e distorce a realidade, Kang Chol Min, Terceiro Secretário da Embaixada da Coreia, expressou profunda visão humanitária ao comentar o fato dos Estados Unidos ser o único Estado a lançar bombas nucleares em populações civis, de desrespeitarem seguidas resoluções aprovadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) condenando os embargos econômicos, e comparou o respeito que cada Estado tem pelo próprio povo afirmando:
“Eles nos acusam de várias maneiras, mas o nosso povo tem habitação, saneamento básico, alimentação, segurança e pleno emprego. Não vivemos na opulência, mas vivemos com dignidade. Nossos valores estão na família, da mesma maneira que para o povo brasileiro a família é um valor fundamental. Diferente dos Estados Unidos, onde a população carcerária de americanos é uma das mais elevadas do mundo, é o povo que mais consome drogas no mundo, milhões de americanos enfrentam dificuldade em conseguir habitação e emprego. Poucos americanos vivem na opulência, uma parte na estabilidade, enquanto uma significativa parcela da população enfrenta crescente dificuldade em viver com dignidade”, explicou Kang Chol Min.
Aprofundar relações
De forma unânime, as representações diplomáticas do Irã, Coreia, Bolívia, Rússia e Síria externaram o desejo de estreitar relações diplomáticas e comercias com o Brasil, salientando o desejo de receber os brasileiros como estudantes e turistas, além de buscarem aprofundar o intercâmbio comercial, principalmente no setor alimentício. Eles lembraram que o Brasil atuou com protagonismo político nas questões externas, durante o período em que esteve à frente do Itamarati o ex-ministro Celso Amorim (2003 – 2010), e têm expectativa de que este protagonismo possa ser retomado no segundo governo da presidenta Dilma Rousseff.
Novas reportagens
No transcorrer dos próximos dias o Jornal Grande Bahia publica matérias específicas sobre os encontros ocorridos nas embaixadas do Irã, Coreia (Coreia do Norte), Bolívia, Rússia e Síria.










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