
O corpo do professor do Senac, centro de educação profissional em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 quilômetros de Salvador, foi velado na tarde deste domingo (21/04/2015) na Igreja do Bonfim de Feira, no distrito que leva o mesmo nome. Familiares e amigos estiveram presente no cortejo. O enterro aconteceu às 17h no cemitério de Bonfim de Feira.
De acordo com a polícia, Genário Borges de Freitas Filho, de 37 anos saiu de Feira de Santana em direção a Bonfim de Feira, quando ocorreu o crime na noite de segunda-feira (21). Ele iria se encontrar com a família para a realização de uma festa na paróquia do município. A festa foi cancelada pelos organizadores devido ao incidente com o professor.
“Um homem integro. Um homem trabalhador, honesto, inteligentíssimo. Um profissional de sucesso que tinha uma carreira brilhante pela frente”, comenta Danilo Guerra, jornalista e amigo do professor. Emocionada Ana Carvalho, mãe de Genário, falou sobre o filho. “Ele é uma pessoa muito especial. Muito amada por todos. Um menino de ouro. Um menino querido que não fazia mal a ninguém. Um menino que nasceu para servir”, lamentou.
Genário nasceu e se criou no distrito de Bonfim de Feira. Ainda adolescente, ingressou pelos cursos de culinária, no Senac de Feira de Santana, onde foi instrutor por doze anos anos. O professor ficou bastante conhecido pelas receitas que ensinava e chegou a participar de um dos programas de Ana Maria Braga, da Rede Globo. Ele também dava aulas no curso de Nutrição em uma Faculdade da cidade.
“Quem tinha Genário como um amigo, como colega, como irmão, sabe a grande perda que nós estamos tendo”, elogiou Angélica Dias, gerente do Senac. O professor chegou a ser entrevistado diversas vezes pela TV Subaé, afiliada da Rede Bahia, em reportágens sobre culinária. A última entrevista de Genário foi na segunda-feira, onde ele dizia que estava bastante animado para a festa do Micareta de Feira deste ano.
O crime aconteceu por volta das 21h. O carro de Genário foi interceptado em um ponto da estrada que dá acesso a sede do distrito. O professor de culinária morreu na hora com um tiro no ombro esquerdo. A polícia descarta a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte, já que nada foi levado da vítima. “Quero justiça! Botar esse infeliz [sic] na cadeia. Fez isso com meu irmão”, afirmou Geraldo Borges, irmão da vítima.
A investigação é realizada pela delegacia de homicídios da cidade e até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.
*Com informações do G1.
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