
O engenheiro agrônomo Carlos Raymundo Baiardi atuou na década de 1980 como presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (FAEB). Em entrevista ao Jornal Grande Bahia, ele avalia o processo eleitoral em curso na instituição, e infere que é necessário uma renovação.
Produtor rural do setor cacaueiro Baiardi pondera sobre a necessidade de mudança no estatuto na Federação, com a finalidade de vedar a perpetuação, por tempo indeterminado, de um mesmo grupo. O ex-presidente observa que ocorreu retrocesso durante a gestão de João Marins, no que concerne a defesa e a representatividade da agropecuária baiana.
Confira a entrevista
Jornal Grande Bahia – Como avalia a gestão de João Martins, atual presidente da Faeb?
Carlos Baiardi – Observo e tenho conhecimento de que não houve uma atenção muito boa, e eu diria, até com resultado insatisfatório com relação a classe rural, ou seja, houve um descaso na atenção aos sindicatos rurais, que não tiveram as reivindicações atendidas, inclusive na região cacaueira. Ocorreu, por parte da Faeb, durante a gestão de João Martins, um abandono das causas dos agricultores.
JGB – O candidato João Martins parte para mas uma reeleição. Como o senhor avalia essa tentativa de se perpetuar na administração da Faeb?
Carlos Baiardi – Eu acho que isso não existe. O estatuto da própria Federação deve ser mudado para que a pessoa não se perpetue nos cargos. Porque o que nós observamos é que ao se perpetuar no cargo ocorreu um desestímulo maior da categoria, com a continuidade de um trabalho que apresenta resultado insatisfatório.
JGB – Na disputa atual existem dois nomes, um é de João Martins e outro de Wilson Cardoso. Se o senhor fosse votar, em quem votaria?
Carlos Baiardi – Eu não sou eleitor, porque eu não sou presidente do sindicato, nem sou delegado sindical. Mas eu acho que Wilson Carodoso é uma pessoa mais preparada, e que apresenta determinados fatores positivos. Tem, também, o fator político, Wilson é uma pessoa que tem um trabalho muito grande e reconhecido na política. É uma pessoa que está preparada, uma pessoa jovem que tem resultados na iniciativa privada muito bons. Caso eleito, eu acredito que ele vai fazer um trabalho muito bom. Diria até que pode realizar um trabalho profícuo, e com resultados bons para a lavoura, para a agricultura.
JGB – Finalizando a entrevista, o senhor gostaria de acrescentar alguma informação?
Carlos Baiardi – Bom, eu acho que deve haver uma renovação. Essa perpetuação, no caso de João Martins, não é boa, é prejudicial mesmo à classe. Toda instituição tem que ter pelo menos algum prazo para que se renove as pessoas, e para que o trabalho continue em defesa da agropecuária.
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