Feira de Santana: escritor Alberto Peixoto lança obra ‘Quitéria e o Bando de Cleonice’

Convite para o lançamento da obra 'Quitéria e o Bando de Cleonice', de autoria de Alberto Peixoto.
Convite para o lançamento da obra ‘Quitéria e o Bando de Cleonice’, de autoria de Alberto Peixoto.

A saga da heroína feirense Maria Quitéria na Guerra da Independência da Bahia é contada na nova obra do escritor feirense Alberto Peixoto. O livro ‘Quitéria e o Bando de Cleonice’ será lançado em Feira de Santana em duas oportunidades: nesta quinta-feira (10/12/2015) no Espaço Cidade da Cultura, em Feira de Santana, a partir das 19h; e no dia 13 no Beco da Energia, a partir das 8h – quando também será lançada a segunda edição de “Das Dores, a difícil vida fácil”.

A nova obra de Alberto Peixoto é resultado de uma ampla pesquisa histórica feita pelo próprio autor durante três anos. A história tem resquícios fictícios que se confundem com a realidade, proporcionando ao leitor uma verdadeira viagem no tempo.

A obra e o enredo

‘Quitéria e o Bando de Cleonice’ é resultado de uma ampla pesquisa histórica realizada por Alberto Peixoto, ao longo de três anos. A estória tem resquícios fictícios que se confundem com a realidade, proporcionando ao leitor uma viagem no tempo.

No enredo criado por Alberto Peixoto, Maria Quitéria e Cleonice – uma negra fugida que lidera um bando de saqueadores – lutam juntas na Guerra da Independência. Quitéria, de forma oficial, após alistar-se nas Forças Armadas usando a identidade de homem; e Cleonice, de maneira “clandestina”, entrando no combate contra os portugueses, pelo simples e puro sentimento de  amor a pátria.

Através da narrativa, Peixoto consegue levar o leitor aos cenários perfeitamente detalhados da Feira de Santana do século XIX. Utensílios domésticos, vestimentas e outros objetos da época compõem a história de forma bastante natural. A característica linguística do período colonial, marcada pela forte influência dos portugueses, dos negros escravos, e da falta de escolaridade, é outro aspecto evidenciado perfeitamente na obra.

O contexto social é bastante presente em situações que mostram singularidades do coronelismo na época, desde a questão política entre fazendeiros e comerciantes, à relação dos coronéis com seus escravos e “escravas-amantes”. Em sua quinta obra, Peixoto consegue estabelecer uma linha tênue entre ficção e realidade, um dos aspectos mais difíceis de serem alcançados dentro de um processo criativo. E demonstra uma maturidade literária que o consolida como um dos principais escritores baianos na atualidade.


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