Feira de Santana: inépcia de servidores e agentes públicos sabota gestão do prefeito José Ronaldo

Ocupação da calçada em frente a Caixa D’Água do Tomba, em Feira de Santana, evidencia elevado nível de incúria administrativa na gestão do patrimônio público.
Ocupação da calçada em frente a Caixa D’Água do Tomba, em Feira de Santana, evidencia elevado nível de incúria administrativa na gestão do patrimônio público.
Barracas ocupam calçadas em frente a um dos acessos rodoviários de Feira de Santana. Exemplo de má gestão administrativa.
Barracas ocupam calçadas em frente a um dos acessos rodoviários de Feira de Santana. Exemplo de má gestão administrativa.
Reforma do prédio do Hospital Emec projeta sobre a calçada edificação. Totem com sinalização do Emec obstrui parte da Calçada. Reforma do prédio do Hospital Emec projeta sobre a calçada edificação. Totem com sinalização do Emec obstrui parte da calçada da Av. Getúlio Vargas.
Reforma do prédio do Hospital Emec projeta sobre a calçada edificação. Totem com sinalização do Emec obstrui parte da Calçada.

Nem sempre o que se apresenta sob a superfície dos fenômenos sociais revela as contradições e as múltiplas determinações que um dado aspecto da vida em sociedade pode conter. Mas, imagens enviadas a redação do Jornal Grande Bahia, apresentando ocupação por barracas de venda de frutas, na calçada em frente a um dos ícones arquitetônicos da cidade de Feira de Santana – Caixa D’Água do Tomba – evidenciam o elevado nível de incúria administrativa no tocante a fiscalização do uso e ocupação do solo.

Infere-se que a situação reifica uma perversa política municipal de “permissão” de uso do espaço público para atividade privada, tendo como subsequência a negação do conceito de cidadania e o desrespeito ao conceito de República. Observando que um dos aspectos de materialização da República é o respeito ao primado da Lei.

Observa-se que a ocupação de calçadas, praças, terrenos públicos, ou áreas de proteção ambiental não é um fato isolado no contexto da urbe. Mas, uma prática recorrente, cujo resultado é a degradação da vida na sociedade feirense.

Observa-se, também, que o fenômeno revela o elevado grau de incúria e inépcia de servidores e agentes públicos do Município de Feira de Santana. O elevado nível de inaptidão para a gestão do patrimônio público compromete a imagem do prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) e, mais importante, destrói as fundações de uma cidade progressista e humana.

Para completar o quadro de incúria, não de forma isolado, mas recorrente, a situação ocorre às margens de um dos acessos à parte interior do anel de contorno da cidade. Setor do município que concentra a maior parcela da população.

Segmentos envolvidos

Não obstante, nesse caso específico, o nível de degradação do espaço icônico da Caixa D’Água do Tomba evidência o despreparo na conservação do patrônimo por parte da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (EMBASA), empresa proprietária do equipamento. A concessionária, que utiliza elementos da natureza como forma de produção de riqueza, deveria expressar o cuidado com o meio ambiente, mantendo as propriedades esteticamente limpas, arborizadas e em bom estado de conservação.

Ao analisar a cena, observa-se o elevado estado de abandono da propriedade: as calçadas são de terra batida, sem gramas ou árvores, o interior acumula mato e lixo, além de não ser arborizado, e a edificação necessita passar por limpeza. Observa-se que o abandono da manutenção do equipamento evidência a incompetência dos gestores e o desapreço da empresa pelo meio ambiente.

Negação da vida em sociedade

Finalizado a análise sob o fenômeno social de ocupação dos espaços públicos. Observa-se que isso ocorre, também, porque falta uma educação para a vida em sociedade por parte dos munícipes. Fato que não atinge apenas a parcela de menor poder aquisitivo, mas que perpassa todas as classes sociais, em diferentes aspectos.

Confira as imagens 

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