Exclusiva: deputado Fernando Torres confirma pré-candidatura a prefeito de Feira de Santana e avalia os governos do Estado e dos municípios de Feira de Santana e Salvador

Fernando Torres: "o que motiva estar na política é poder ajudar nossa cidade da melhor forma possível com aquilo que a gente sabe fazer. Como prefeito a gente vai tentar passar tudo aquilo de bom que a gente tem em relação a nossa pessoa, que é administrar.".
Fernando Torres: "o que motiva estar na política é poder ajudar nossa cidade da melhor forma possível com aquilo que a gente sabe fazer. Como prefeito a gente vai tentar passar tudo aquilo de bom que a gente tem em relação a nossa pessoa, que é administrar.".
Fernando Dantas : "o que motiva estar na política é poder ajudar nossa cidade da melhor forma possível com aquilo que a gente sabe fazer. Como prefeito a gente vai tentar passar tudo aquilo de bom que a gente tem em relação a nossa pessoa, que é administrar.".
Fernando Torres: “o que motiva estar na política é poder ajudar nossa cidade da melhor forma possível com aquilo que a gente sabe fazer. Como prefeito a gente vai tentar passar tudo aquilo de bom que a gente tem em relação a nossa pessoa, que é administrar.”.

O deputado federal Fernando Dantas Torres (PSD/BA) comenta sobre pré-candidatura a prefeito de Feira de Santana, motivação para seguir na política e perspectiva eleitoral do PSD no cenário estadual. Na sequência, analisa as gestões de Rui Costa, governador da Bahia; Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), prefeito de Salvador; e José Ronaldo de Carvalho, prefeito de Feira de Santana.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Como pretende se posicionar nas eleições municipais de 2016, em Feira de Santana?

Fernando Torres – Eu sou pré-candidato a prefeito de Feira de Santana pelo PSD.  Claro que só pudemos começar uma campanha após passar por uma convecção e o TRE homologar nossa candidatura. Serei candidato, nós temos parceria com outros partidos. Temos o PSD e mais dois partidos que pretende nos apoiar. Temos vários pré-candidatos e vereadores e vou ser candidato a prefeito e mostra tudo aquilo que queremos para Feira de Santana.

JGB – O que é que lhe motiva a lançar uma candidatura a prefeito, em um cenário como no qual a classe política foi bastante atingida, em decorrência do conjunto de fatores econômicas e da corrupção desvelada no Caso Lava Jato Lava?

Fernando Torres – O que motiva estar na política é poder ajudar nossa cidade da melhor forma possível com aquilo que a gente sabe fazer. Como prefeito a gente vai tentar passar tudo aquilo de bom que a gente tem em relação a nossa pessoa, que é administrar.

Eu vim de família de administradores. Meu pai [Osmar Torres] é administrador, eu sou administrador, comecei a administrar empresa desde os 18 anos de idade e hoje tenho 47. Então, são 29 anos como administrador, com uma experiência na iniciativa privada muito boa. A cidade de Feira de Santana conhece nossa empresa e eu quero passar aquilo de bom que tenho para prefeitura. Buscando tentar corrigir os erros de todos os prefeitos que passaram e tentar ser melhor, nossa meta é essa.

Claro que nós sabemos que a classe política está de mal a pior. Eu acho que o cidadão não acredita mais no político, acham que todos são iguais. A gente quer tentar mudar isso, mostrar que nem todos são iguais. Vamos fazer a coisa com honestidade. Vamos passar nossa experiência da vida privada para a vida pública, como prefeito é que realmente a gente tem condição de passar melhor essa experiência. Porque deputado e vereador é mais parlamento, é discurso e cobrança. Não temos a caneta na mão para agir. Então, espero se por ventura a gente seja vitorioso em 2016, a gente faça o trabalho dessa forma.

JGB – Com relação ao PSD, no plano estadual, qual a expectativa de campanha? Em quantos municípios vocês acreditam que vão lançar candidatos para a chapa majoritária?

Fernando Torres – O PSD tem tudo para ser, após a eleição de prefeito, o partido com mais prefeitos eleitos na Bahia. Tem vários prefeitos com chances reais de vitória, em cidades grandes, como a nossa candidatura em Feira de Santana.

JGB – Em quantos municípios baianos o PSD pode lançar candidato a prefeito?

Fernando Torres – Eu acredito que passa de 300 município. Claro que o PSD não vai eleges os 300, mas as contas é que pode chegar a 100 prefeitos eleitos.

Jornal Grande Bahia – Como analisa o governo Rui Costa?

Fernando Torres – Eu considero o governo Rui Costa o terceiro mandato de Rui. Apesar de estar sendo o primeiro mandato, ele já teve experiência dos dois governos de Jaques Wagner, governos que ele ajudou bastante, e mais, os governadores Jaques Wagner foram excelentes governados. Devido a essa experiência ele está indo muito bem.

Nessa crise que passa no Brasil, com alguns estados atrasando a folha de pagamento, enquanto o governo Rui Costa vem pagando em dia. Ele vem segurando a arrecadação e realizando obras importantes para a Bahia, deixando a Bahia saneada, deixando a Bahia com boa governabilidade.

Nós sabemos que, no Brasil atual, nenhum governador teria condições de ser excelente no governo, porque a crise está aí na porta, é nacional. A arrecadação era para estar bem melhor. Mas, eu vejo da forma que está o Brasil, o que a Bahia arrecada, Rui Costa está se saindo muito bem como governador.

JGB – Como o senhor analisa a administração do prefeito ACM Neto, em Salvador?

Fernando Torres – É uma boa administração. Agora, eu vou antecipar uma pergunta. Se você comparar o governo Rui Costa com o governo ACM, os dois como são governantes de primeiro mandato e que poderão ser adversários em uma disputa pelo governo da Bahia, eu vejo Rui Costa bem melhor. Porque o governo de Rui não subiu muitos impostos, como em Salvador. Em Salvador, o IPTU subiu de valor, em alguns casos, mais de 1.000%.

Se você compara Rui Costa governador e ACM Neto prefeito, Rui Costa se sai melhor. Agora, ACM Neto não é um mal prefeito como o de Feira de Santana é. Ele [ACM Neto] tem administrado a prefeitura razoavelmente. Mas, teve o defeito, subiu bastante os impostos, IPTU, alvará e licença de empresas.

JGB – Isso inibe a atividade econômica?

Fernando Torres – Inibe, com certeza. O custo de uma empresa em Salvador é caríssimo, algumas empresas até fecharam por esse motivo. Tem empresas que não investiu em Salvador, comércios que não foram para Salvador pelo valor do IPTU. Tem casos que o valor do aluguel do imóvel é mais barato que o IPTU cobrado pela prefeitura. Então, o cidadão paga dois alugueis, o aluguel ao dono do imóvel e o valor do IPTU, que é mais caro que o aluguel.

JGB – Com relação a Feira de Santana, como avalia o terceiro mandato do prefeito José Ronaldo?

Fernando Torres – Péssimo, o pior possível, com vários e significativos aumentos de impostos. Todos os impostos que a prefeitura pode  aumentar, no mínimo dobrou o valor. Observe que a população não está usufruindo de melhores serviços decorrentes do pagamento de mais impostos. A cidade está suja, na saúde falta medicamentos. A educação recebe o dinheiro do Governo Federal e não investe a altura do que recebe. Então a administração do prefeito José Ronaldo é a pior possível.

Ele foi bom quando ele pegou o primeiro mandato que foi de um prefeito ruim que foi o Claiton mascarenhas. Um prefeito sem experiência, e talvez tenha sido ruim por esse motivo. Nesse cenário, se José Ronaldo pintasse um meio fio, já era melhor que o prefeito anterior. Então tudo que fazia, aparecia. O primeiro mandato foi bom por esse motivo, veio de um governo ruim do seu antecessor, mas o terceiro mandato do prefeito José Ronaldo é o pior possível, não tem um segmento, não tem um trabalho que prefeitura faça que mereça elogio.

JGB — A atividade econômica de Feira de Santana foi afetada em decorrência do aumento da carga tributária municipal?

Fernando Torres – Foi Bastante afetada. Um exemplo é o fechamento da fábrica da Yazaki. Ela saiu de Feira de Santana porque o prefeito não conversou com os donos da empresa e não ocorreu uma negociação em torno do valor do IPTU. O estado de Sergipe fez uma negociação melhor e levou a Yazaki de Feira de Santana para Sergipe. Além desse, existem vários exemplos de comércios que fecharam e empresários que desistiram de investir no município em decorrência da elevada carga tributária, da desorganização administrativa, e do desordenamento do centro da cidade.

*A entrevista foi concedida, na sexta-feira (06/05/2016), pelo deputado Fernando Torres ao jornalista e cientista social Carlos Augusto.


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