
O presidente interino Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (02/06/2016), durante a posse do novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, que o cumprimento rigoroso do texto constitucional traz a harmonia social. “A única razão, o único meio que se harmoniza as relações de um País é o cumprimento da lei. E onde a lei nasce? A partir da Constituição”.
O presidente disse também que a posse do novo ministro representa uma alegria cívica e um avanço no combate à corrupção. E ressaltou que a importância do Ministério da Transparência está em garantir os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no governo, presentes na Constituição Federal.
“Se você tem uma moral administrativa aplicada, tem naturalmente eficiência nos serviços públicos”, apontou.
Temer desejou sucesso ao trabalho de Jardim à frente da pasta e mostrou confiança no trabalho do novo ministro. “Será alguém que vai para, lá exata e precisamente, para revelar a prevalência da Constituição e a prevalência da moral pública, do controle dos atos internos da administração e da transparência absoluta dos atos públicos”.
Harmonia com o Legislativo
Em discurso, o interino presidente aproveitou para agradecer o apoio do Congresso Nacional na aprovação de medidas estratégicas para o governo, como a ampliação da meta fiscal da lei de desvinculação das receitas da União. Dentre elas, o aumento de R$ 56 bilhões para a plutocracia estatal.
Ferro para o povo
Enquanto o presidente interino interino Michel Temer amplia a concentração da riqueza nacional, concedendo generosos aumentos salariais a privilegiada casta de servidores públicos federais, setores essenciais da economia atravessam dificuldade por falta de investimento federal, ou por atraso nos repasses federais.
A ‘pax de Temer’ é uma política que amplia a dificuldade da classe trabalhadora e retarda o crescimento econômico. Em síntese, é uma reprodução de política governamental que não resulta na construção de uma sociedade harmônica, mas que agrada a plutocracia estatal.
Enquanto Temer aparece com bom governante para os plutocratas do governo, concedendo aumento salarial, que, no conjunto, representa R$ 56 bilhões de gastos para a União, o povo observa os reais interesses sendo colocado em um plano relativo.
Como diria a aristocracia francesa pré-revolucionária, para o povo, os brioches mofados das fartas mesas dos poderosos e, que ao comer as migalhas do poder, se fartem e possam reproduzir, para mais uma vez serem explorados.
Não se pode esperar mais, de um governo que emergiu da conspiração e do alinhamento de interesses entre os políticos envolvidos no Caso Lava Jato, maior caso de corrupção da história do país.
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