ALBA: deputado José de Arimateia inspeciona Hospital Juliano Moreira e questiona prejuízo que fechamento da unidade pode provocar no tratamento de pessoas com doenças mentais

Deputado José de Arimateia e a diretora geral do Hospital Juliano Moreira, Grace Lopes.
Essa situação deve estar mais transparente. A desativação do Juliano Moreira representa um grande descuido com os pacientes com transtornos mentais.
Deputado José de Arimateia e a diretora geral do Hospital Juliano Moreira, Grace Lopes.
Deputado José de Arimateia e a diretora geral do Hospital Juliano Moreira, Grace Lopes.

O possível fechamento do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador, motivou o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde e Institutos de Pesquisas Afins na Bahia, o deputado estadual José de Arimateia (PRB-BA), a promover na manhã desta quarta-feira (24/05/2017), um diálogo com a diretora geral do Hospital Juliano Moreira, Grace Lopes. Em 2016 mais 5500 pessoas foram atendidas na emergência e 997 internadas na instituição que é referência em psiquiatria. A unidade foi inaugurada no bairro de Narandiba, na capital baiana, em 1982, totalizando 35 anos de existência.

Preocupado com a situação da assistência e do atendimento a pacientes com quadros graves de doenças mentais, que exigem longa permanência, o deputado Arimateia classifica o fechamento do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira com um retrocesso. “Essa situação deve estar mais transparente. A desativação do Juliano Moreira representa um grande descuido com os pacientes com transtornos mentais”, opinou o republicano.

Conforme relatou a diretora geral do Hospital Juliano Moreira, Grace Lopes, o projeto não é fechar o Hospital Juliano Moreira, mas sim criar uma nova forma de atendimento para que a estrutura possa ser reaproveitada dentro de uma lógica que segue as normativas da Lei 10.216. Ela contou que caso ocorra o fechamento a sociedade perderia muito e, demonstrou muita preocupação com a desassistência “Estamos falando de um Hospital que tem uma variedade de serviços dentro da psiquiatria com várias possibilidades, como o de emergência, ambulatório, além de fornecer um polo educativo muito grande com estudantes de graduação e pós graduação. Até a resolução eu sigo trabalhando para deixar a unidade funcionando”, explanou.

Como coordenador de internação do Hospital Juliano Moreira, há nove anos, o psicólogo, Fernando Failla, contou que atualmente a Instituição está com capacidade de limite, ou seja, sem a possibilidade de acolher novos pacientes. Ele ressaltou que grande parte das pessoas chegam em estado de crise, momento de risco para a vida do paciente e também da população. “Acredito que temos serviços, mas não específico por meio de um Plano Estadual de Saúde Mental. A Bahia precisa muito”, falou.

Durante a visita, a auxiliar de serviços gerais, Cristiana Lúcia dos Santos, demonstrou desespero com a possibilidade de fechamento do Juliano Moreira. Ela contou que o neto de 14 anos é diagnosticado com hiperatividade e autismo e necessita da ingestão de dois medicamentos diários. “Os pais rejeitaram meu neto por conta da doença e eu não tenho como assumir os medicamentos que custam entre 80 e 90 reais. O Juliano Moreira não pode fechar. Como vamos ficar? Precisamos dele”, questionou.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.