
Um dos presos na Operação Patmos, deflagrada na semana passada, admitiu à Polícia Federal que escondeu R$ 480 mil na casa da sogra após a divulgação das primeiras notícias sobre a delação premiada da JBS.
O caso inusitado foi confirmado pelo ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima, acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista. O fato é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a partir do acordo de delação.
Em depoimento prestado na PF na semana passada, Mendherson informou que decidiu levar o dinheiro por ter ficado “assustado” com as notícias divulgadas na noite anterior à deflagração da operação, que cumpriu os mandados de prisão e busca na quinta-feira (18/05/2017), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Ao tomar conhecimento do fato, os policiais foram ao local e apreenderam duas sacolas com pacotes de R$ 100, escondidas em um dos quartos da residência.
“Assim, deslocou-se com duas sacolas contendo aproximadamente R$ 480 mil e levou até a cidade de Nova Lima [região metropolitana de Belo Horizonte], pedindo para sua sogra, que ali reside, para guardá-los em local seguro, sem que a mesma soubesse do seu conteúdo”, diz documento da PF.
Os relatórios das apreensões da PF foram anexados nesta sexta-feira (26/05/2017) ao inquérito no qual o parlamentar é investigado no Supremo com base nos depoimentos de delação premiadas do irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.
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