Editorial do Jornal Nacional da Rede Globo apresenta defesa do Golpe Civil/Militar de 1964; Grupo midiático é identificado com autoritarismo e movimentos antidemocráticos

Com a voz do apresentador Alcides Alves Moreira (Cid Moreira), editorial do Jornal Nacional da Rede Globo, veiculado em 1975, apresenta veemente defesa do Golpe Civil/Militar de 1964.

Observa-se que, no campo dos estudos históricos e acadêmicos, foi identificado que a Rede Globo de Televisão desenvolveu intensos vínculos ideológicos com o regime autoritário iniciado em 1964, sendo responsável pelo aparato ideológico de sustentação das forças repressoras.

Passado e presente

Neste contexto, a Rede Globo tem repetido o vínculo com o autoritarismo e contra a democracia. Exemplo disso ocorreu entre 1983 e 1984, quado o grupo de comunicação se opôs a abertura democrática e aos movimentos em defesa de ‘Eleições Diretas Já!; em 1989, editou debate entre o então candidatos Lula (PT) e Fernando Collor (PRN), veiculando trechos do debate no Jornal Nacional, favorecendo o midiático caçador de marajá Fernando Collor, político proprietário de retransmissora da Rede Globo, em Maceió; em 2016, liderou conjuntura midiática com a finalidade de desestabilizar o governo democrático da presidente Dilma Rousseff (PT/RS), permitindo a assunção das forças conservadoras, através do Golpe Parlamentar de 2016.

Atualmente

No contexto atual, a Rede Globo é corresponsável, em conjunto com demais forças reacionárias, por apoiar a tomada do poder da República através de organização criminosa, liderada por facções do PMDB, PSDB e Democratas.

Segundo o delator Joesley Batista, o presidente “Michel Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”. O delator elenca como membros associados à organização criminosa (OCRIM): “Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Padilha, Moreira Franco e Lúcio Funaro”. Além de revelar quais são os membros da OCRIM, o colaborador da justiça diz que se trata da “maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil”.

Quanto ao PSDB, Andréa Neves, irmã do presidente nacional do partido, senador afastado Aécio Neves (PSDB/MG), encontra-se presa. Na terça-feira (20/06/2017), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga pedido de prisão de Aécio Neves. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o político tem cometido reiterada ação delitiva no âmbito do Caso Lava Jato.

Em 2014, Aécio Neves foi candidato a presidente da República, disputando o segundo turno das eleições, sendo derrotado por Rousseff.  Após a proclamação do resultado eleitoral de 2014, a Rede Globo deu ampla cobertura a atuação de Aécio Neves como opositor do Governo Rousseff.

A participação na corrupção desvelada no Caso Lava Jato não ficou circunscrita apenas a Aécio Neves, segundo delatores, dois outros candidatos a presidente da República do PSDB foram beneficiados através do esquema, Geraldo Alckmin, governador de São Paulo e José Serra, senador pelo Estado de São Paulo.

Com relação ao Democratas (DEM), partido cuja origem remete ao PFL/PDS/Arena, o presidente nacional da legenda, senador José Agripino Maia (DEM/RN), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por indício de corrupção no Caso Lava Jato. Curiosamente, apesar da diminuta bancada, o DEM é o partido que preside a Câmara dos Deputados, através do comando de Rodrigo Maria, citado, também, no Caso Lava jato.

Na Bahia, o neto do deputado do Golpe Civil/Militar de 1964 foi citado por delatores da Odebrecht como beneficiário do esquema de corrupção do Caso Lava Jato. Segundo os delatores, ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, usou como contrapartida do esquema recursos financeiros da obra da Orla da Barra.

A manipulação e o Golpe

Observando o processo histórico, infere-se que o povo tem sido “beneficiado” pela atuação da Rede Globo. Além do apoio a supressão da democracia e assunção de criminosos ao centro do poder da República, o grupo de comunicação atua com uso de elementos de controle ideológico, utilizando os conceitos teóricos: ‘Gatekeeper’, ‘Agenda-Setting’ e Hipodérmica (Bala Mágica)’. Estas teorias são aplicadas com a finalidade de introjetar no consciente e inconsciente coletivo falsas premissas, cuja aparência imediata são verdades incontestes, mas, após detida análise, conclui-se que não passam de mentiras manipuladas com a finalidade de induzir as massas a pensar que pensam.

Como diria Friedrich Hegel (1770-1831) é a história se repetindo na forma de farsa.

Confira vídeo

 

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