
O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, alertou nesta quarta-feira (16/05/2018), sobre a inoportunidade do apoio de seis líderes políticos europeus à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde 7 de abril.
“Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro”, diz o comunicado do chanceler.
Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que líderes europeus cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira
Em seguida, o texto acrescenta que “qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado em órgão colegiado fica inabilitado a disputar eleições. Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito”.
Por fim, o ministro questiona. “[Esses líderes estrangeiros] fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas.”
Nomes
Na relação dos seis ex-chefes de Estado e de Governo europeus que defendem a candidatura de Lula estão o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero (ex-primeiro-ministro) e o francês François Hollande (ex-presidente da República), os italianos Massimo D’Alema (ex-chanceler), Romano Prodi (ex-primeiro-ministro) e Enrico Letta (ex-primeiro-ministro) e o belga Elio di Rupo (ex-primeiro-ministro).
Os ex-chefes de Estado e de Governo fizeram um manifesto denominado “Chamada de Líderes Europeus em apoio a Lula”. O documento foi organizado por Jean-Pierre Bel, enviado pessoal de Hollande para a América Latina de 2015 a 2017, e presidente do Senado francês de 2011 a 2014.
Avaliação
Senadores avaliaram as declarações de Aloysio Nunes como ato de senilidade. Eles lembraram que o chanceler é membro da organização que usurpou o poder da República e que é um político citado em esquemas de desvios do Caso Lava Jato.
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