Operação Panatenaico investiga fraudes nas obras do BRT de Brasília

O nome da operação é uma referência ao estádio da Grécia antiga 'Panatenaico', que sediou as competições anteriores à Olimpíada.
O nome da operação é uma referência ao estádio da Grécia antiga ‘Panatenaico’, que sediou as competições anteriores à Olimpíada.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (11/05/2018) operação de combate a um esquema criminoso que desviava recursos de obras públicas no Distrito Federal (DF). A segunda fase da Operação Panatenaico investiga fraudes na licitação das obras do BRT-Sul.

De acordo com a PF, as auditorias feitas pelo Tribunal de Contas do DF e pela Controladoria-Geral do DF identificaram superfaturamento de aproximadamente R$ 208 milhões, cerca de 25% do custo total do empreendimento fraudado.

Os policiais federais estão cumprindo 15 mandados de buscas e apreensões, sendo 13 em endereços de Brasília, um em Ribeirão Preto (SP) e um na capital paulista.

“Os fatos investigados configuram, assim, a prática dos delitos de corrupção passiva e ativa (artigos 317 e 333 do CPB), associação criminosa (artigo 288 do CPB), fraudes licitatórias (Lei 8.666/93) e lavagem de dinheiro (Lei 12.683/13)”, diz a PF em nota.

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Na primeira fase da Panatenaico, deflagrada em maio de 2017, 21 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal, entre elas, os ex-governadores do Distrito Federal Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli. Eles viraram réus em ações que investigam lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa na reforma do estádio Mané Garrincha.

De acordo com a PF, o nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga, anteriores aos Jogos Olímpicos.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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