
A disputada travada entre o PSB Bahia, partido liderada pela senadora Lídice da Mata e o PSD Bahia, partido presidido pelo senador Otto Alencar, gerou cisma na chapa governista liderada por Rui Costa (PT).
Até o momento, objetivando disputar as eleições de 2018, a chapa governista é formada pelo governador Rui Costa e o vice-governador João Leão (PP), ambos reafirmaram a disposição em lançar pré-candidaturas à reeleição. Na composição, o nome do ex-governador Jaques Wagner (PT) foi confirmado para disputar uma vaga ao senado.
Ocorre que a senadora Lídice da Mata pleiteia a reeleição na chapa governista. Neste aspecto, contou com o óbice do aliado de Rui Costa, senador Otto Alecar (PSD), que deseja ter o liderado político deputado estadual Angelo Coronel (PSD), presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), como candidato ao senado, no lugar da socialista.
Defendendo o campo progressista, o PCdoB da Bahia demonstrou apoio à Lídice da Mata evitando enviar representantes ao encontro com o governador Rui Costa, cuja pretensão é aceitar Angelo Coronel na disputa pelo senado.
Além da disputa estadual, o PSB nacional fechou questão a favor de Lídice da Mata e apenas aceita negociar uma aliança nacional, em chapa liderada pelo PT para presidência da República, se a socialista tiver garantido o direito à reeleição.
No contexto, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, firmou aliança com Geraldo Alckmin (PSDB/SP) para presidente da República, afastando a legenda da influência nacional dos petistas. A este contexto, soma-se o fato do ex-ministro e ex-prefeito Gilberto Kassab ter sido apontando em delação do Grupo de Odebrecht como beneficiário de esquema de corrupção, no período em que atuou como prefeito.
A disputa de poder envolvendo PT, PSB, PCdoB e o PSD da Bahia provocou acirramento verbal. O ex-deputado federal e secretário-geral do PSB da Bahia, Domingos Leonelli, disse nesta quarta-feira (20/06/2018), que reitera as afirmações que fez sobre a hegemonia do senador Otto Alencar (PSD) no Governo Rui, “não só pelos cargos no governo e na política, mas também pela imposição do nome de Angelo Coronel na chapa majoritária, um pré-candidato com apenas 3% de intenção de voto, em lugar da legítima candidatura à reeleição da senadora Lídice da Mata”.
O socialista negou “peremptoriamente” que tenha desferido qualquer ataque ou agressão ao senador Otto. “Nunca dirigi nenhuma palavra ofensiva, apenas referi-me à sua origem carlista, que é reafirmada pelo próprio senador. Ele é que foi grosseiro ao dizer que falei bobagem, mas se fosse bobagem, ele não teria se dado ao trabalho de responder”, finalizou.







