
Dos 16 casos de leishmaniose diagnosticados este ano em Feira de Santana, quatro foram de pessoas que residem no Distrito Maria Quitéria. Devido ao número de casos na localidade (25% ao total), a Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, realizou na última quinta-feira (23/08/2018), uma sensibilização e discussão de estratégias junto aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que atuam no distrito.
Entre as orientações passadas para prevenção da população, está o uso de mosquiteiro e repelente antes de dormir. Thaís Peixoto, referência técnica em leishmaniose, orienta para as pessoas evitarem ficar fora de casa à noite, por ficarem mais expostas às picadas do flebótomo, inseto transmissor da doença, também conhecido como mosquito palha.
“O flebótomo tem ação noturna, especificamente por volta das 17 às 6 horas. Além disso o mosquito tem como característica o voo baixo e saltitante, por isso ele pica os membros inferiores com facilidade”, ressalta.
Atenção aos sintomas da doença
Quando a leishmaniose é diagnosticada precocemente, maior a possibilidade de evitar a morte. Para isso é necessário ficar atento aos sintomas da doença: febre por mais de sete dias, perda de peso, falta de apetite, palidez e aumento da barriga. “Ao notar os sintomas o indicado é comparecer a unidade de saúde para receber atendimento e realizar a notificação”, orienta a coordenadora da VIEP, Francisca Lúcia de Oliveira.
Francisca também alerta que “se a pessoa tiver além dos sintomas, um animal em casa que apresente queda de pelo, crescimento exagerado das unhas e falta de apetite, é mais um motivo para procurar atendimento”.
Ambientes propícios ao mosquito
Os agentes de endemias têm encontrado nas residências ambientes propícios para a proliferação dos insetos, é o que informa o coordenador de endemias, Edilson Miranda.
“Ao chegar nas residências encontramos madeira, entulho, galinheiro, ambientes que facilitam o alojamento do flebótomo. A população tem que fazer a sua parte cuidando de suas casas”, informa o coordenador de Endemias, Edilson Miranda.
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