Brasil declara literatura de cordel patrimônio cultural

A literatura de cordel é muito popular no Norte e Nordeste.
A literatura de cordel é muito popular no Norte e Nordeste.

A literatura de cordel foi reconhecida, por unanimidade, nesta quarta-feira (19/09/2018) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Esse gênero literário é muito popular no Norte e Nordeste.

“Poetas, declamadores, editores, ilustradores, desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores, e folheteiros, como são conhecidos os vendedores de livros, já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, anunciou o Iphan numa reunião no Rio de Janeiro.

A literatura de cordel surgiu na Espanha e em Portugal no século 16, mas alcançou sua maior difusão no nordeste brasileiro, onde ainda tem grande importância para a propagação cultural e de informações. Característico por sua impressão em folhetos simples e pelas xilogravuras, o cordel apresenta versos e poemas populares que tratam dos mais variados temas.

O cordel chegou ao Brasil no século 19 e se tornou um gênero próprio ao se apropriar de relatos orais brasileiros e transformá-los em versos. Apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel atualmente é disseminado por todo o Brasil, segundo o Iphan, principalmente, por causa do processo de migração de populações.

De acordo com o Iphan, a literatura de cordel está presente ao menos 13 estados e “reflete o imaginário coletivo, a memória social e o ponto de vista dos poetas sobre fatos vividos ou imaginados”.

O gênero ganhou esse nome devido à maneira como os folhetos eram originalmente expostos ao público, pendurados em cordões. Entre suas características se destacam as métricas e rimas específicas e sua produção artesanal. O Iphan destacou que a literatura de cordel é um ofício e meio de sobrevivência de inúmeros brasileiros.

*Com informações da Deutsche Welle.


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