Seminário realizado em Salvador aborda o Panorama da Febre Amarela

Ciclo Estadual de Seminários das Arboviroses.
Ciclo Estadual de Seminários das Arboviroses.

O Ciclo Estadual de Seminários das Arboviroses, que acontece de quarta (26/09/2018) até sexta-feira (28), aborda o panorama da ‘Febre Amarela: aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais’.

Durante a abertura do evento, que ocorre na Escola de Saúde Pública da Bahia, em Salvador, Rivia Bastos, superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), destacou a importância de reunir forças para inibir o avanço da doença no estado, considerando que a Bahia faz divisa com estados que já tiveram casos confirmados da doença a exemplo de Minas Gerais e Espírito Santo.

Gabriel Murici, coordenador de Doenças de Transmissão Vetorial da Sesab, explicou que o evento é um espaço onde técnicos e gestores públicos das vigilâncias Epidemiológica, Entomológica e Epizootias têm a oportunidade de debater os assuntos relacionados à febre amarela desde o combate, enfrentamento até ações de controle da doença.

A apresentação do consultor técnico do Ministério da Saúde, Alessandro Pecego, deu início ao encontro falando sobre o cenário da febre amarela no país, com registro de 5.131 casos suspeitos em humanos. Destes, 1.157 casos foram confirmados.

Já o coordenador de Imunização do Estado da Bahia, Ramon Saavedra, ressaltou a importância da vacinação para crianças e adultos, sendo um dos controles mais eficazes para não contrair a doença. Ele também falou sobre a importância dos municípios registrarem, no sistema, as doses aplicadas, pois é a forma de controle e também para a solicitação de doses complementares, quando necessário.

Na quinta-feira (27), segundo dia do Seminário, foram abordados temas como ‘Entomologia aplicada à vigilância da febre amarela’; ‘Vigilância entomológica da febre amarela no Estado da Bahia’; ‘Medidas de controle vetorial da febre amarela’ e ‘Vigilância Laboratorial da febre amarela que inclui coleta, acondicionamento, transporte e envio de amostras de espécimes clínicas para diagnóstico’.

O evento encerra nesta sexta-feira (28) com relatos de experiências de enfrentamento da febre amarela em estados como São Paulo e Minas Gerais, além da apresentação do Plano de Contingência do Estado da Bahia para enfrentar a doença.

Gabriel Murici destaca que as ações da Vigilância são rotineiras e envolve monitoramento e acompanhamento das evoluções do agravo, acompanha a vigilância de epizootias, vigilância de vetores seja nas áreas de mata ou urbanas, orientação às equipes dos municípios, avaliação da necessidade de aplicação do fumacê, orientação sobre as ações de investigação e pesquisa, dentre outros.

Dados de Febre Amarela

Na Bahia, no período de julho de 2017 a junho de 2018 foram registrados 58 casos suspeitos. Destes, 44 foram descartados, 13 estão sob investigação, e um confirmado como evento adverso (pós vacinação).

Sintomas: O infectologista Manoel Bandeira explica que o paciente apresenta febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas, vômitos, olhos amarelados e, na forma mais grave, pode ocorrer hemorragias. Na oportunidade ele também ressaltou a vacinação como um dos meios mais eficazes de evitar a doença.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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