UNFPA, ACNUR e União Europeia lançam campanha antixenofobia

Histórias de homens, mulheres e famílias venezuelanas que chegaram ao Brasil e estão conseguindo refazer suas vidas compõem primeiro momento da campanha
Histórias de homens, mulheres e famílias venezuelanas que chegaram ao Brasil e estão conseguindo refazer suas vidas compõem primeiro momento da campanha.

Reduzir a xenofobia e levar brasileiros e brasileiras a se colocarem no lugar de refugiados e migrantes que vêm da Venezuela para o Brasil. Este é o principal objetivo da campanha “Histórias em Movimento”, lançada nesta segunda-feira (21/01/2019) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da União Europeia.

Para a campanha estão previstos quatro momentos, com materiais e focos diferentes. Todos os conteúdos poderão ser conferidos nos sites e nas redes sociais do UNFPA Brasil e do ACNUR. Quem estiver em Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, ou em Manaus, no Amazonas, também poderá ver algumas das peças no mobiliário urbano das cidades.

Nos materiais de estreia, são mostradas histórias de homens, mulheres e famílias venezuelanas que chegaram ao Brasil e estão conseguindo refazer suas vidas. É o caso da família Fernandes, que deixou a Venezuela em 2018 e hoje vive no Paraná. A família de seis pessoas chegou ao país por Roraima e viveu por algumas semanas nos abrigos em Boa Vista, antes de participar do processo de interiorização. Hoje, moram em uma casa alugada e trabalham para recomeçar a vida no Brasil.

Outros três momentos estão previstos para a campanha, ainda no primeiro semestre. Entre os temas que serão trazidos à reflexão estão o acesso a serviços básicos, como educação, saúde e segurança, as particularidades dos povos indígenas da Venezuela no Brasil, e as demandas de populações em situação de maior vulnerabilidade, como crianças, pessoas idosas e LGBTI.

Ação em conjunto

Desde 2015, mais de 85 mil venezuelanos e venezuelanas procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência no Brasil. A maior parte dessas pessoas chega ao país por via terrestre, cruzando a fronteira em Roraima. Para oferecer atendimento humanitário a essas milhares de pessoas, várias agências da ONU têm trabalhado na região junto com o Governo Federal. E, desde julho de 2018, UNFPA e ACNUR estão recebendo apoio da União Europeia para intensificar e aprimorar esses esforços.

Entre as atividades e ações apoiadas estão processos de registro, abrigamento dos grupos mais vulneráveis, acesso a informação e atuação com crianças e vítimas de violência de gênero. O projeto da União Europeia com as agências da ONU tem como objetivo melhorar o ambiente de proteção para venezuelanos e venezuelanas no Brasil e contribuir para uma convivência mais pacífica desta população nas cidades de acolhida.

Neste projeto, o ACNUR recebe o financiamento de equipes de registro e equipamentos necessários para a coleta de dados sobre venezuelanos e venezuelanas e para implementar projetos de coexistência entre venezuelanos e a comunidade de acolhida. Essas informações servem de base para compreender e dar resposta às necessidades da população venezuelana que chega ao Brasil.

O UNFPA é apoiado para promover iniciativas de prevenção e enfrentamento da violência de gênero e garantir o direito à saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas estrangeiras. Também trabalha com redes de atendimento e proteção a mulheres, meninas, população LGBTI e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Sobre o UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de saúde e direitos reprodutivos da ONU. O UNFPA trabalha por um mundo onde todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros e cada jovem alcance seu potencial. Também colabora com governos e parceiros para promover o acesso universal a serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva de qualidade. Em situações de emergência, trabalha para prevenir e responder à violência de gênero em parceria com responsável por formular as políticas públicas, sistemas de justiça, sistemas de saúde e parceiros humanitários.

Sobre o ACNUR

Criado em 1950 por resolução da Assembleia Geral da ONU, o ACNUR é responsável por liderar a resposta da comunidade internacional às necessidades de refugiados, solicitantes de refúgio, apátridas, deslocados internos e retornados. Para assegurar os direitos e bem-estar das pessoas em situação de refúgio, o ACNUR busca promover soluções duradouras que as permitam reconstruir suas vidas com paz e dignidade.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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